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ONG Visão Mundial prioriza ações de combate à fome no Brasil

Com o crescimento da insegurança alimentar no País, organização realinha sua estratégia de ajuda humanitária para alavancar frentes de combate à fome

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A ONG Visão Mundial – entidade que há 47 anos atua na proteção de crianças e adolescentes brasileiros em situação de vulnerabilidade – reforçou seu comprometimento com o combate à fome no País. A partir de agora, a organização colocará a diminuição da insegurança alimentar como uma estratégia transversal em todas as suas ações e projetos.

Por trás do reposicionamento está um cenário alarmante: pesquisa recente da Rede PENSSAN mostrou que 125,2 milhões de brasileiros vivem atualmente em domicílios com algum grau de insegurança alimentar, sendo que 33 milhões deles convivem com a fome. De acordo com o estudo, a dificuldade de acesso aos alimentos é maior em domicílios rurais e nas regiões Norte e Nordeste. 

Entre as crianças e adolescentes, a situação é ainda mais grave. A pesquisa da PENSSAN mostra que, de 2021 para 2022, quanto mais moradores menores de 18 anos existem em um domicílio, mais a insegurança alimentar se agravou. Considerando-se apenas crianças de até 10 anos, a insegurança alimentar grave praticamente dobrou de um ano para o outro, saindo de 9,4% para 18,1% nos domicílios com moradores nesta faixa etária.

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“As regiões que mais sofrem com o problema são justamente os locais em que a Visão Mundial mais atua, com décadas de experiência em respostas de emergência. Entendemos, por isso, que temos um papel importante na missão de evitar que a fome continue avançando no Brasil. Vamos usar nosso ecossistema humanitário e nossa expertise para ajudar a reverter esse quadro”, explica Thiago Crucciti, diretor-executivo da Visão Mundial Brasil.

Desde que chegou ao Brasil, a ONG tem realizado ações de combate à insegurança alimentar, especialmente no que diz respeito à má nutrição infantil. Entre 2000 e 2010, por exemplo, já fazia a distribuição de multimistura no Nordeste do País, em parceria com a Pastoral da Criança. Posteriormente, conforme o contexto social brasileiro foi se modificando, a organização passou a trabalhar outras questões, como a educação e a proteção de direitos. 

“Mas quando chega a pandemia, o tema da insegurança alimentar retorna de maneira alarmante ao foco da nossa atenção, passando agora a ser a nossa principal estratégia para garantir que jovens e crianças em áreas distantes, periféricas e vulneráveis tenham um desenvolvimento saudável e digno”, diz Crucciti.

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De 2020 para cá, por exemplo, incluindo os períodos mais intensos da pandemia, a Visão Mundial já distribuiu mais de 202 mil cestas básicas e kits alimentares, impactando cerca de 530 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal. O público mais beneficiado são as crianças, que com essa ajuda podem evitar que seu processo de desenvolvimento seja prejudicado pela falta de nutrientes ou, como também é comum, terem de trabalhar para ajudar a colocar comida na mesa. Ao todo, foram 4 toneladas de alimentos destinadas ao combate da insegurança alimentar. Além de recursos próprios, as iniciativas contaram com dinheiro de empresas privadas e parceiros do terceiro setor. 

Mais recentemente, em 2022, a ONG aderiu à coalizão da Ação da Cidadania, que na próxima semana organiza o Encontro Nacional Contra a Fome, evento no Rio de Janeiro para discutir e buscar soluções contra o avanço desse problema histórico no Brasil.

Com a nova estratégia, a Visão Mundial atuará mais intensamente na distribuição de alimentos, seja com cestas básicas ou refeições prontas, priorizando comunidades rurais e ribeirinhas no Norte e Nordeste do País, assim como as periferias das grandes cidades. Além de ações imediatas, a organização também continuará apoiando e executando projetos sustentáveis de longo prazo, como a criação de quintais produtivos e redes de fornecimento de alimentos oriundos da agricultura familiar. As iniciativas são alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

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“Já fizemos trabalhos educativos de reaproveitamento de alimentos para famílias e merendeiras no sertão nordestino, por exemplo, e identificamos que o conhecimento tem um forte poder estrutural de criar novos comportamentos”, comenta Andrea Freire, gerente de operações da Visão Mundial.

Ela esclarece que a atuação programática da Visão Mundial também terá um eixo com foco em inclusão e recuperação econômica, especialmente de mulheres, para viabilizar uma maior capacidade de geração de renda e, consequentemente, de prover suas próprias necessidades e de seus filhos.

Projeto de combate à fome

Desde que a pandemia chegou ao Brasil, a Visão Mundial foi uma das primeiras organizações a atuar no combate à insegurança alimentar. Além da doação de cestas básicas, foi lançado o projeto “Resposta à COVID-19 no Brasil – Amazonas unido pela prevenção”, desenvolvido pela ONG, com financiamento do Escritório de Assistência Humanitária da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

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O projeto já beneficiou 3.890 famílias com a distribuição de cartões pré-pagos e cestas de alimentos, cada uma contendo 35kg e 59 itens. Apenas nessa frente foram destinados 5,4 milhões de reais para a compra de 204 toneladas de comida e dos cartões de alimentação, cada um com o valor de R$ 463,50 para serem gastos pelas famílias no comércio local. 

Mais de 70% das famílias beneficiadas com o projeto ganham menos de R$ 1 mil por mês. Sendo que 45% delas vivem com menos de R$ 500 mensais. Deste público, mais de 40% já havia enfrentado situações de fome. “São pais que deixam de comer para priorizar os filhos, famílias que fazem apenas uma refeição por dia ou que dependem de doações”, diz Andréa.

O projeto foi especialmente importante para as crianças e adolescentes, porque a pandemia impossibilitou que eles tivessem acesso à alimentação escolar, agravando a situação de insegurança alimentar.

Documentário

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Em outubro do ano passado, a Visão Mundial também lançou o documentário “Insegurança à Mesa”, em parceria com o movimento União BR, para chamar atenção da sociedade sobre o avanço da fome no Brasil. 

Naquela época, um estudo da própria ONG já apontava que, até o final de 2022, cerca de 283 mil crianças poderiam morrer em todo o mundo em decorrência da fome causada pela pandemia. Os episódios do documentário podem ser assistidos no canal do YouTube da entidade.

Ação global

Em maio, a Visão Mundial Internacional lançou uma resposta de emergência no mundo todo para combater o aumento da fome em decorrência das mudanças climáticas e do conflito na Ucrânia.

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A organização salienta que o aumento dos custos de combustível, fertilizantes e trigo, exacerbado pelo fechamento de portos, sanções e restrições comerciais decorrentes da guerra, tem potencial de criar um cenário de fome em massa em várias localidades do planeta.

O “Global Hunger Response” terá duração de 18 meses e baseia-se em esforços para enfrentar a fome generalizada e a desnutrição em, pelo menos, 24 países: Etiópia, Quênia, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Uganda, Tanzânia, Angola, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Chade, Burkina Faso, Líbano, Mali, Mauritânia, Níger, Guatemala, Haiti, Honduras, Venezuela, Afeganistão, Síria, Iêmen e Mianmar.

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Chuva em Pernambuco: Visão Mundial atende 800 famílias desabrigadas no Recife

Entrega de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além de colchões, acontece durante toda a semana

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As fortes chuvas que atingem Pernambuco desde a sexta-feira (27/5), deixando por enquanto, pelo menos 91 mortos, 26 desaparecidos e cinco mil desabrigados, fez com que a ONG Visão Mundial intensificasse as ações sociais na Região Metropolitana do Recife, a área mais atingida em todo o Estado. Nesta terça-feira (31/5) tem início a entrega de produtos básicos e itens essenciais para ajudar as vítimas das chuvas a seguir em frente, mesmo depois de tantas perdas. 

Até a quinta-feira (2/6), pelo menos 800 famílias impactadas pelas precipitações irão receber cestas básicas e kits de higiene em bairros da Zona Norte do Recife, que já conta com mais de 2.630 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Serão entregues 800 cestas e 800 kits de higiene pessoal e de limpeza. A população também receberá 500 colchões. Em todo o Estado de Pernambuco, mais de cinco mil pessoas estão desabrigadas pelas fortes chuvas. Os dados são oficiais, divulgados pelo governo de Pernambuco na segunda (30/5).

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“Nós buscamos atender às necessidades imediatas das famílias, que nesse momento precisam de itens de atendimento básico. São os kits de higiene e de limpeza. Este último permite que as pessoas limpem as casas e possam retornar ao lar. Depois, iremos atuar no processo de recuperação, buscando parceiros para a aquisição dos itens de linha branca, como fogões e geladeiras”, explica Andréa Freire, gerente de Operações da ONG Visão Mundial.

Os trabalhos da Visão Mundial, na verdade, começaram ainda na segunda-feira (23/5), quando as chuvas tiveram início no Estado, embora em menor intensidade do que a registrada da sexta para o sábado (28). As equipes da organização também distribuíram cestas básicas e kits de limpeza e higiene às famílias afetadas pelas fortes chuvas e deslizamentos de barreiras – a principal causa dos óbitos e de desabrigados.

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CRIANÇAS NO FOCO

As crianças vítimas da chuva – cuja proteção e educação são o principal foco da Visão Mundial – terão um atendimento especial nesta semana. Além da ajuda a suas famílias, elas receberão os chamados kits de ternura, material pedagógico para educar e diverti-las nesse período de retomada. Os kits são compostos por cadernos, lápis de cor, massa de modelar, entre outros itens.

“As crianças são as mais vulneráveis em todo esse processo e poucas ações são pensadas para elas. Por isso, além das atividades lúdicas, também estaremos atuando, assim que possível, com um suporte psicossocial”, acrescenta Freire

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PERDAS

Embora os deslizamentos tenham sido maiores na periferia da Zona Sul do Recife – especialmente na comunidade de Jardim Monte Verde, no Ibura, onde pelo menos 26 pessoas morreram -, a Visão Mundial fará a distribuição na Zona Norte porque muitas famílias foram pegas de surpresa e perderam tudo. Em breve, entretanto, também chegará ao Ibura.

“O relato da comunidade impressiona. A população diz que foi pega completamente de surpresa, que ninguém esperava uma destruição tão grande. Estão comparando à cheia dos anos 1990. Afirmam que moradias nunca antes afetadas pelas chuvas foram inundadas dessa vez. Houve um impacto inesperado, com as pessoas completamente despreparadas para o que aconteceu”, pontua Freire.

A Visão Mundial planeja entregar mais 2 mil cestas de alimentos e 2 mil kits de produtos de higiene. Os interessados em apoiar as ações podem enviar doações para o pix: sos@visaomundial.org. A ONG tem vasta experiência em situações de emergência relacionadas a enchentes em todo o território nacional, provendo socorro humanitário para as vítimas.

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Pontos de arrecadação

A organização e igrejas locais disponibilizam diversos pontos de arrecadação de donativos. Podem ser doados alimentos não perecíveis, produtos de higiene, roupas e água potável.

Seguem os locais para entrega, com nome e telefone dos responsáveis:

  • Igreja Batista Emanuel do Ibura – Rua Rosário do Oeste, 409 – Ibura – Emisson Maia (81) 99596-6447;
  • Igreja Batista Vale do Jordão – Rua Silvestre Agostinho Sales, 40, Jard. Jordão. (Rua da feira do Jordão Baixo) – Paulo Melo (81) 98763-2943;
  • Igreja Rio – Gomes Taborda, 390 – (Antigo Baile Perfumado) – Tomas Souza (81) 98867-6918;
  • Projeto Sinal – Rua Bruno Veloso, 954 – Boa Viagem – Manoel Araújo (81) 99212-0169;
  • Igreja Mosaico – Rua José Moreira Leal, 214 – Setubal – Rodrigo Freitas (81) 98210-1008;
  • Igreja Batista em Fundão – Avenida Beberibe, 2837 – Fundão – Milca Rocha (81) 99911-8880.
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Sobre a Visão Mundial

A World Vision, conhecida no Brasil como Visão Mundial, é uma organização humanitária dedicada a trabalhar com crianças, famílias e suas comunidades para atingir todo o seu potencial, combatendo as causas da pobreza e da injustiça. A Visão Mundial serve a todas as pessoas, independentemente de religião, raça, etnia ou gênero. A organização está no Brasil desde 1975 atuando por meio de programas e projetos nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergência, priorizando crianças e adolescentes que vivem em situações de vulnerabilidades.

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ONG alerta para aumento de casos de violência contra indígenas

Organização humanitária que é referência na proteção à infância alerta que meninas e adolescentes são as principais vítimas de violência

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A ONG Visão Mundial – que atua na proteção social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade – chama atenção para os casos de violência sexual e assassinato contra populações indígenas no Brasil. Mais recentemente, a denúncia de estupro de uma menina ianomâmi de 12 anos mostrou para a sociedade a gravidade deste problema, que vem se agravando na medida em que o garimpo ilegal se expande pelo País.

“Meninas e mulheres acabam sendo sempre as vítimas mais vulneráveis dos crimes, pois são coisificadas pelo homem, sobretudo, quando são indígenas ou negras. Todas sofrem, mas estas, com mais intensidade. Ainda existe uma forte cultura machista e adultocêntrica, que se agrava em áreas mais afastadas e de florestas”, explica Márcia Monte, assistente social especialista no Enfrentamento à Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes na ONG Visão Mundial.

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Um levantamento feito com beneficiários da Visão Mundial nos oito estados em que a organização atua mostra que 96% das vítimas de violências são do sexo feminino. Mais do que isso, 56% têm entre 15 e 17 anos e 20%, entre 10 e 14 anos. Em relação à raça, 57% das vítimas são negras, 10% são pardas e 4% são indígenas.

“Ainda que seja apenas uma amostra pequena de uma realidade enorme, conseguimos dimensionar como meninas e adolescentes país afora são vulneráveis e muitas vezes acabam virando vítimas de abuso sexual, estupro, casamento precoce, violência emocional e exploração, por exemplo”, diz Marcia.

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No final de abril, a Visão Mundial já havia emitido uma nota pública, assinada conjuntamente com outras organizações, para repudiar o crescimento nos casos de violências sexuais e assassinatos cometidos contra meninas e mulheres indígenas no País.

“Enquanto organizações comprometidas com os direitos humanos, nos somamos às vozes dos povos indígenas para pedir justiça para essas meninas e mulheres em relação aos crimes que estão acontecendo na região de Waikás, em Roraima, que é uma das áreas afetadas pelo garimpo ilegal no país”, afirmou um trecho da nota.

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Também assinaram o posicionamento as entidades Aldeias Infantis, ChildFund Brasil, Grupo Mulheres do Brasil, Plan International Brasil e Terre des hommes Suisse.

A porta-voz está à disposição para falar sobre o assunto. Para entrevistá-la, entre em contato pelos telefone ou e-mails abaixo.

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Projeto de ONG contribui para aumento de 166% de pessoas vacinadas contra a Covid-19 em comunidades vulneráveis

ONG Visão Mundial promove ações para mitigar os efeitos da COVID-19 e leva atividades educativas para reduzir rejeição à vacina

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Em uma experiência bem-sucedida, o projeto Resposta à COVID-19 no Brasil – Amazonas unido pela prevenção, realizado pela Visão Mundial acumula resultados positivos de avanço da vacinação entre o público atendido. Em duas rodadas de atividades com as comunidades, a ONG colaborou para aumentar em 166% o número de participantes que tomaram a dose de reforço, saindo de 631 para 1679 pessoas. Os dados são da pesquisa interna realizada diretamente com as famílias atendidas durante as entregas de cestas e cartões de alimentação e kits de higiene. 

Para garantir que esses percentuais aumentem ainda mais, a Visão Mundial passou a contar, desde a última semana de março, com uma equipe de vacinação nas ações operacionais. Essa iniciativa é resultado de parceria com as Secretarias Municipais de Saúde das cidades onde o projeto está sendo desenvolvido. Em apenas uma semana, em Presidente Figueiredo, 55 pessoas foram imunizadas. 

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De acordo com Angela Karinne Mota, gerente do projeto na Visão Mundial, desde o início da oferta de vacinas no Brasil, a ONG se posiciona de forma favorável à vacinação, inclusive realizando uma série de campanhas junto aos seus parceiros e público-alvo nas comunidades. “Temos incentivado nossos beneficiários a se vacinarem, esclarecemos as possíveis dúvidas e desmistificamos alguns mitos e informações falsas inventadas sobre a vacina, e essas abordagens têm dado certo. Percebemos um aumento considerável das pessoas vacinadas entre os nossos participantes”, comemora.

Atividades educativas fazem a diferença

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Entre as estratégias adotadas pela Visão Mundial, destacam-se a realização de esquetes de teatros e palestras para abordar os mitos e verdades da vacina, distribuição de folhetos e uso de vídeos de animação durante as entregas de benefícios. A assessora técnica de saúde do projeto também realiza treinamentos com a rede de saúde, nos quais aborda algumas das estratégias para contribuir com o aumento da vacinação.

O projeto, que conta com o financiamento do Escritório de Assistência Humanitária (BHA) da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), atende diretamente mais de 5 mil famílias nas cidades de Anori, Anamã, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Iranduba, Manaus, Manacapuru, Manaquiri, Novo Airão e Presidente Figueiredo. A cada visita são realizadas coletas de dados sobre os produtos recebidos, condições de vida do beneficiário e atualização do esquema vacinal.

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Maria Luiza, de 22 anos, beneficiária de Manacapuru, conta que a palestra da Visão Mundial foi decisiva para se imunizar. “Nas palestras explicaram sobre a vacina, eu estava com muito medo, agora eu já tomei as duas doses, só aguardando a terceira dose”, disse

Facilidade para completar a vacinação

Rafaela Letícia, de 20 anos, aproveitou a facilidade para completar seu esquema vacinal. “Eu aproveitei essa oportunidade. A UBS fica distante da minha casa e já aproveitei para tomar a minha terceira dose”. 

Nesta semana, o projeto realiza atividades em Iranduba, onde a vacinação também está ocorrendo. Os próximos locais a receberem a campanha de incentivo serão Manaus, Manaquiri e Careiro da Várzea e Castanho.

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Plano Nacional de Imunizações

A ONG Visão Mundial tem incentivado o Plano Nacional de Imunizações em vários estados brasileiros, a partir da conscientização e informação por meio do papel potencializador dos líderes religiosos, a fim de disseminar comportamentos preventivos, adoção de vacinas e mensagens de esperança nas comunidades. O programa foi viabilizado por uma doação da Baxter International Foundation.

O Brasil é um lugar conhecido mundialmente por ter um programa de vacinação muito forte nas comunidades. Nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Roraima, Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo, a parceria visa alcançar, diretamente, 200 lideranças religiosas e, indiretamente mais de 60.000 pessoas por meio de eventos e veiculação de produtos impressos e digitais com informações atualizadas sobre o cenário da pandemia no país e as principais formas de prevenção, sempre apoiados por profissionais da ciência e da medicina. 

Entre os conteúdos previstos estão folders, vídeos animados, spots e podcasts, com grande potencial de engajamento.

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Visão Mundial distribui cestas básicas em Caxias (MA) neste sábado (12)

Doação de R$ 50 mil do Grupo Heineken permitiu resposta humanitária às famílias afetadas pelas fortes chuvas

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A ONG Visão Mundial vai destinar 260 cestas básicas e 340 kits psicossociais infantis para famílias que residem às margens do rio Itapecuru, no município de Caxias (MA), e que foram afetadas pelas fortes chuvas. A ação de resposta emergencial foi possível graças a uma doação de R$ 50 mil do Grupo Heineken. As entregas dos itens acontecerão neste sábado (12) às 16h (no bairro Galeana) e às 17h (no bairro Salobro). No sábado seguinte (19), a distribuição será realizada nas comunidades rurais de Caxias.

Esta é a primeira ação da Visão Mundial na cidade, embora a entidade já tenha atuado anteriormente no estado, em Santa Rita e em São Luís.  

“Temos unido esforços para ajudar as famílias de Caxias, contribuindo para a recuperação dos efeitos causados pelas chuvas na região do rio Itapecuru. As cestas básicas e os kits psicossociais darão um alento imediato para a população e condições de dignidade para a recuperação após o desastre”, explica Carmilson Brito, gerente regional da Visão Mundial.

Para a distribuição dos itens, a Visão Mundial conta com a ajuda de voluntários da Igreja Assembleia de Deus de Caxias, que cadastram as famílias que serão atendidas pela iniciativa.

Como ajudar

Além de Caxias, a Visão Mundial tem realizado respostas emergenciais em diversas regiões do Brasil, como em Petrópolis (RJ) e em cidades do norte de Minas e no sul da Bahia, além de municípios no Norte e Nordeste, onde a ONG mantém alguns de seus principais projetos.

As ações contam com apoio de doações da sociedade civil. A ajuda pode ser feita para a organização por meio do banco Santander (Agência 4500 e Conta Poupança 60004972-5) e também por PIX, pela chave sos@visaomundial.org ou pelo site https://doar.visaomundial.org

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Petrópolis: ONG Visão Mundial realiza ação humanitária para ajudar vítimas dos deslizamentos

Organização arrecada doações para pessoas afetadas pela tempestade, saiba como ajudar

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ONG Visão Mundial vai realizar a doação de 600 cestas básicas, kits de higiene pessoal, kits de desinfecção, 3 mil litros de água potável e materiais de apoio psicossocial às vítimas da tragédia em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. 

Diante da pior chuva desde 1932, o território petropolitano observou nesta semana uma forte tempestade de 240 mm de chuva em apenas duas horas. O evento natural ocasionou um desastre que impactou o município com enchentes e deslizamentos de terra. 

Segundo os números mais recentes da Secretaria Estadual de Defesa Civil, já são 105 mil mortos, sendo ao menos 13 crianças. Há ainda 134 registros de pessoas desaparecidas e 400 pessoas desabrigadas ou desalojadas.

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“Precisamos unir esforços para ajudar as vítimas dessa tragédia, que serve também de alerta para o sofrimento de populações em várias outras áreas vulneráveis Brasil afora. A Visão Mundial conta com grande experiência em situações de emergência relacionadas a enchentes em todo o território nacional e por isso estamos organizando esta ação de socorro humanitário às necessidades imediatas das famílias impactadas, em especial buscando a proteção de crianças e adolescentes”, explica gerente de programas da Visão Mundial e atuante na resposta à emergência, Andrea Freire.  

Desde dezembro, a entidade também vem realizando ações na Bahia e em Minas Gerais: foram distribuídas mais de mil cestas básicas, entre outros benefícios, que já atenderam cerca de 5,6 mil pessoas em 20 dos municípios atingidos pelas fortes chuvas nesses dois estados.

Com a ação humanitária em Petrópolis, realizada em parceria com a Aliança Evangélica, a ONG pretende ajudar 300 famílias, o que impactaria um total estimado de 1.500 pessoas, sendo 800 crianças e adolescentes. Também será realizado o cadastro de pessoas atingidas, para o monitoramento de necessidades.

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A Visão Mundial também abriu seus canais para receber doações que serão revertidas na compra de mais itens de necessidade básica para as vítimas de Petrópolis.

As doações podem ser feitas pelo site www.visaomundia.org.br, clicando no botão “Doe Agora”, e também pelos seguintes dados bancários: Banco: 033/Santander, agência 4.500, C/C: 13000134-7, CNPJ.: 18.732.628/0002-28 ou pelo PIX: sos@visaomundial.org

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Violência racial é a mais comum contra jovens do sistema socioeducativo, aponta pesquisa

Pesquisa da ONG Visão Mundial entrevistou juízes, promotores, defensores públicos e profissionais da assistência social para mapear os principais obstáculos e oportunidades no atendimento socioeducativo de jovens em meio aberto

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Pesquisa da ONG Visão Mundial sobre a Política de Atendimento Socioeducativo em Meio Aberto no Brasil, realizada com base em mais de 3,5 mil entrevistas, aponta que a principal forma de violência sofrida por adolescentes que possuem vínculo com o Sistema Socioeducativo é de motivação racial, seguida pela de gênero e a de classe.

Quando questionados sobre as três principais motivações de violências relatadas pelos adolescentes, 13% dos juízes, 12% dos promotores de justiça e 34% dos defensores públicos entrevistados ressaltaram, em primeiro lugar, a violência racial.

Em seguida, a violência de gênero foi citada por 13% dos juízes, 13% dos promotores de justiça e 15% dos defensores públicos, logo à frente da violência de classe, com 8%, 4% e 6% das respostas, respectivamente. 

“Entender essas motivações é importante para podermos compreender de que maneira algumas violências que estruturam a nossa sociedade, que estão arraigadas, são expressas em atos contra estes sujeitos, e, também, de que maneira os e as profissionais percebem essa questão”, explica Cibelle Bueno, gerente de projetos da ONG Visão Mundial e coordenadora da pesquisa.

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De acordo com a pesquisa, a violência pode ser entendida como a condição de risco a que está exposta esta parcela dos adolescentes e jovens brasileiros, sobretudo, os que estão nas Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, cuja potencialização de riscos associada à fragilização da proteção predispõe a estes adolescentes uma condição de vulnerabilidade por vezes implacável e que os expõe, inclusive, à violência letal. 

Segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), mais de 42 mil adolescentes foram vítimas de assassinato nos municípios com mais de 100.000 habitantes entre 2013 e 2019. Já de acordo com o levantamento da organização mexicana Segurança, Justiça e Paz, o Brasil e o México estão entre os países mais violentos do mundo. Em ranking produzido pela entidade, em 2019, das 50 cidades mais violentas, dez eram brasileiras. “A juventude vem matando e morrendo em números alarmantes em nosso país”, alerta Cibelle.

Já de acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os homicídios de jovens entre 15 e 29 anos vem aumentando no Brasil, havendo, em 2017, 35.783 mil mortes – uma taxa de 31,6 por mil habitantes, o maior número da história. Isto representa um aumento de 6,7% dos homicídios de jovens em relação a 2006 e ainda um aumento de 37,5% dos homicídios de jovens em relação a 2007. Além disso, cabe destacar que 75,5% das vítimas de homicídios no Brasil, em 2017, eram pessoas negras. 

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A partir dos dados do Levantamento Anual do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), 59,08% dos adolescentes são negros (pretos/pardos) e 22,49% brancos, assim como a população carcerária, na qual 61,67% são pessoas negras e 37,22% brancas, segundo dados do Infopen (2019). 

Equipe técnica

A pesquisa da Visão Mundial também entrevistou profissionais da assistência social que realizam o acompanhamento dos adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas em Meio aberto. Em relação aos coordenadores e profissionais das equipes técnicas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), quando questionados sobre as principais motivações de violências mais relatadas pelos adolescentes, encontra-se, também em primeiro lugar, a violência racial (34% dos coordenadores e 38% dos profissionais das equipes técnicas).

Em segundo lugar, aparece a violência de gênero (cerca de 17% dos coordenadores e 21% dos profissionais das equipes técnicas dos CREAS) e, em terceiro lugar, a violência de classe (7,5% e 10,4%, respectivamente). 

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“A violência de gênero também apareceu de maneira significativa, o que envolve a violência física, psicológica, verbal e/ou sexual em função do gênero e/ou da orientação sexual das pessoas”, esclarece a gerente da Visão Mundial, ressaltando ainda que, no relatório, o termo violência de gênero é utilizado para designar a motivação de situações de violência contra adolescentes mulheres. “Cabe ressaltar ainda que, a LGBTfobia foi adicionada na mesma categoria, que apesar de ser decorrente da intolerância pela orientação sexual, também seria um tema que está intimamente ligado à condição de gênero”

Metodologia 

O diagnóstico mapeou os atendimentos socioeducativos concedidos a adolescentes nas 27 capitais e em 159 municípios da região metropolitana, tanto na política de assistência social quanto no sistema de justiça. Foram realizadas 3.540 entrevistas com profissionais que atuam diretamente com os direitos das crianças e adolescentes, com a geração de 3.861 dados de pesquisa validados para análise. A aplicação dos questionários – contendo ao menos 110 perguntas, sendo estas realizadas de acordo com cada ator respondente / entrevistado – ocorreu por meio de pesquisa de campo executada entre março de 2019 e fevereiro de 2020.

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Diagnóstico da Política de Atendimento Socioeducativo em Meio Aberto foi realizado pela Visão Mundial, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e o Gabinete de Assessoria Jurídica das Organizações Sociais (GAJOP).

O relatório completo pode ser acessado no site da Visão Mundial.

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