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Instituto Cultural Vale divulga resultado de edital que premia artistas do Maranhão e do Pará

Edital Apoia, voltado ao fomento à cultura popular e ao desenvolvimento local, destinará R$ 800 mil em reconhecimento a fazedores de cultura nos dois estados

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O Instituto Cultural Vale divulga nesta segunda-feira, 21 de novembro, o resultado do Edital Apoia no Maranhão e no Pará, iniciativa que reconhece  artistas, detentores e grupos da cultura popular regional nos estados que abrigam dois dos  quatro espaços culturais que integram o Instituto: o Centro Cultural Vale Maranhão e a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Cada uma das instituições destinará R$ 400 mil aos premiados pelo edital, realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“Com o Edital Apoia, valorizamos e ampliamos oportunidades para fazedores de cultura nos territórios onde a Vale e o Instituto Cultural Vale estão presentes, contribuindo, assim, para uma produção cultural cada vez mais diversa e inclusiva. Dessa forma, movimentamos também a economia criativa e promovemos o desenvolvimento local”, afirma Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale 

Ao todo, foram selecionados 40 projetos por estado, em diversas linguagens artísticas, como artes visuais, música, dança, festejos e celebrações. Os premiados receberão um valor de R$ 10 mil, cada.  O processo de seleção foi feito por um comitê técnico composto por profissionais especialistas do Instituto Cultural Vale e por consultores externos locais e nacionais.

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No Pará, foram 463 inscrições que refletiram a diversidade cultural do estado. “No processo de seleção, o comitê levou  em conta a trajetória, relevância dos trabalhos para a região no qual estão inseridos e a identificação com a cultura amazônica. O Apoia é especialmente importante pois nos proporciona uma visão da pluralidade cultural do estado”, comenta Randy Rodrigues, diretor da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás.

Com 512 inscritos, o Centro Cultural Vale Maranhão selecionou projetos que valorizam expressões populares do estado. “O Apoia é uma grande celebração da cultura popular maranhense. Estamos na terceira edição, o que significa que 131 prêmios já foram compartilhados. Isso garante que mestres e mestras, grupos e comunidades tenham mais condições de continuar a produzir o que constitui a base da nossa cultura”, destaca o diretor do CCVM, Gabriel Gutierrez.

Os projetos selecionados receberão R$ 10 mil cada. Os aprovados foram:

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– No Maranhão:

GRUPOS DE BUMBA MEU BOI

Bumba Meu Boi Bela Joia de Nazaré – Raimundo Domingos Barrada – Matinha

Bumba Meu Boi De Itatuaba – José Paulo Costa Paixão – Icatu

Bumba Meu Boi Rei Da Zona – Raimundo Justino De Oliveira – Bacabal

Bumba Meu Boi Esperançoso – Antonio José Dos Santos Sousa        – Timon

Bumba Meu Boi Da Madre Deus – Miguel Arcangelo Silva – São Luís

Bumba Meu Boi Da Vila Conceição Sotaque Costa De Mão  – Aline Pimenta De Souza – São Luís

Associação Folclórica União Do Povo Do Povoado Santeiro – Antonio Carlos Ribeiro – Viana

Sociedade Cultural Estrela De Ouro Do Povoado Meia Légua – Maria José Silva Medeiros – Matinha 

Bumba Meu Boi Dominador Da Floresta – Rafael Costa da Silva – Timon 

Bumba Meu Boi De Santa Luzia – Associação Cultural Beneficente Bumba Meu Boi De Santa Luzia – São Luís

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Bumba Meu Boi Mimo De São João – Rosimary Santos Pereira – São Luís

Bumba Meu Boi Brilho De São João – Novo Boi De Viana – Katiana Farias De Sousa  – São Luis

Bumba Meu Boi Capricho Da Vila – Raimundo Cardoso – Monção

Bumba Meu Boi de Costa de Mão – Denivaldo De Nazare Piedade Cordeiro – Serrano do Maranhão

DANÇAS

Dança do Lili – Raimundo Nonato Da Silva – Caxias

ESCOLAS DE SAMBA

Escola de Samba Amigos do Samba de Guajerutiua  – Adenilton Pereira Louzeiro – Guimarães

ESPAÇO CULTURAL

Reforma da Sede do Grupo Caixeiras do Divino Espírito Santo – Jaizon Almeida Matos – Monção

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Construção da Capela do Divino Espírito Santo – Francisco Lacerda Nunes – Caxias

Centro De Folclore E Arte Popular De Caxias (Cefol) – Cayo Cezar de Farias Cruz – Caxias

Casa De São Bilibeu – Maria Vitoria Ribeiro – Viana

Grupo da Igreja São Sebastião – Erly Teixeira Dias –  Santa Rita        

FESTIVIDADES

Tradicional Festejo de São Benedito do Quilombo Oiteiro dos Nogueiras – Maria José dos Santos – Itapecuru Mirim 

Encontro de Carros de Boi de Cururupu – Marlene Dos Anjos Pinto – Cururupu

Festejo do Sagrado Coração de Maria – Antônio Francisco do Espírito Santo – Timon 

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Festejo Do Divino Espírito Santo Em São João Batista – Jociel Costa Santos – São João Batista 

Caixeiras do Altíssimo Divino Espírito Santo – Hellem do Livramento Padilha Reis – Monção

Festa Do Divino Espírito Santo – Maria Sousa dos Santos – Caxias

MESTRES E MESTRAS

Mestre Douglas de Jesus Castro Lopes – Paço do Lumiar

Mestre João Batista Cunha Silva – Matinha 

Mestra Jovania Silva Pires – Cururupu

Mestre Silvaney Ribeiro Pereira           – Mirinzal

Mestre Antonio Santos Martins          – Arari

Mestre Sebastião Raimundo Costa – Cajari

Mestra Maria da Anunciação dos Santos – Icatú

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GRUPOS DE REISADO

Grupo Cultural De Reisado Do Povoado São Martins  – Antonio Oliveira Santos – Timon 

Grupo De Reisado Povoado Nazaré Do Bruno – Luis Francisco Do Santos – Caxias

TAMBOR DE CRIOULA

Tambor De Crioula Do Unidos De São Benedito – Neuza Vieira Marques – São Luis 

Tambor De Crioula Brilho Da União – Geralda Clemencia Sá Santos – São Luis 

Tambor De Crioula Mimo De São Benedito Da Comunidade Quilombola De Quindiua – Zilda Amorim De Fátima Cantanhede  – Bequimão

Tambor De Crioula Do Quilombo Mata Boi – José Domingos Dos Santos – Monção

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– No Pará:

A Mata em Chamas – Rosaline de Paula Bitencurt Ribeiro – Abaetetuba

Amadeu Gabriel Martins Cardoso – Amadeu Gabriel Martins Cardoso – Belém

Amazônia Street River – Sebastião Junior – Belém

Anderson de Sousa Ferreira – Anderson de Sousa Ferreira – Belém

André Grijó – André Lima Dias Fernandes Grijó – Paraupaebas

Ártemis – Diana Serra Santos – Canaã dos Carajás

Associação Cultural de Capoeira Aidê Brasil – Edino Costa da Silva – Canaã dos Carajás

Ateliê Casas Flutuantes – Igor Felipe Santos de Oliveira – Belém

Ballet Doces Passos – Mayara Ferreira da Silva – Ourilândia do Norte

B-boy Zé – Willian Nascimento Costa – Canaã dos Carajás

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Boi de Máscaras Faceiro – Talita Vieira Aranha – São Caetano de Odivelas

Boi Resolvido – Faustina Galiza – Acará

Boi-bumbá Juventude Curumim Tabatinga – Maria Rosangela Silva de Nazaré – Belém

Caroline D Paula Ramalho Nascimento – Caroline D Paula Ramalho Nascimento – Marabá

Chapéu de Fogo – Roniel Silva de Mel – Canaã dos Carajás

Diego Aquino Cavalcante Gonçalves – Diego Aquino Cavalcante Gonçalves – Marabá

Escola de Carimbó Mestre Pelé – Raimundo Rodrigo dos Santos Silva – Marapanim

Espaço Cultural Malungo – Antonia Neulima Menezes de Andrade – Bragança

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Grupo Cultural Os Timbiras – Walmeire Alves de Melo Costa – Capanema

Grupo de Capoeira Zumbi – Vando Cleison Ferreira da Silva – Canaã dos Carajás

Grupo de Carimbó  O Popular – Edna Maria Alves Dias – Salinópolis

Grupo de Carimbó Pica Pau – Francisco Ribeiro – Marapanim

Grupo Folclórico Boi Bumbá do Campo – Nalu Suely Miranda da Paixão – Belém

Grupo Pretinhas do Arapemã – Cássia Juliana da Cruz Vasconcelos – Santarém

Karlos Nena – Carlos Ferreira dos Santos – Canaã dos Carajás

Maria Itatiane da Silva Moraes – Itatiane Moraes – Cametá

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Mestra Maria da Conceição Barbosa – Maria da Conceição Barbosa – Afua

Mestre Damasceno – Damasceno Gregório dos Santos – Salvaterra

Mestre Osmarino Farias – Osmarino Farias – Santarém

Moises Silva Oliveira – Marituba

Mostra Cultural LGBTQI+ Inclusiva – Ednelson Silva Carvalho – Canaã dos Carajás

Mre Gavião – Kumreiti Cardoso Kiné – Aldeia krijohere

N Dance – Luiz Felix Gomes Neto – Canaã dos Carajás

Olho de Águia Arte e Cultura – Lucas Silva dos Santos – Canaã dos Carajás

Onofre de Souza Lobbo – Paraupaebas

Ponto de Cultura Boi Bumbá Estrela D’alva – Alberto Costa de Melo – Belém

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Sekamena ẼTáyũ Nũ (Nossa língua está viva) – Jãdatari Xipaya Kuruaya – Altamira

Valdeli Costa Alves – Valdeli Costa Alves – Abaetetuba

Valorização da Cultura Afrodescendente – Djalma Pereira Ramalho – Oeiras do Pará

Warikatu Surui – Awikatu Surui – São Geraldo do Araguaia

Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. São mais de 300 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal em execução em 2022. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

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Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão

Localizado em um casarão do centro histórico de São Luís, o Centro Cultural Vale Maranhão prioriza a produção cultural maranhense sem deixar de abrir espaço para conteúdos que venham de outros lugares. Tem o objetivo de interagir com o espaço em que está inserido, somando forças com instituições vizinhas para pensar, de maneira conjunta, em maneiras de fortalecer o centro histórico da capital do estado como pólo cultural de reconhecimento nacional.

Sobre a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás

A Casa da Cultura de Canaã dos Carajás desempenha papel de guarda e registro do acervo histórico do município, e de difusor cultural na região. É um espaço artístico e cultural aberto à comunidade que oferece, gratuitamente, atividades e eventos à população, beneficiando pessoas de todas as idades, classes sociais e origens diversas, especialmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Seu compromisso é incentivar, através da arte e da cultura, o conhecimento da população sobre as características da região por meio de iniciativas que utilizem conteúdos relacionados à identidade cultural do território. Saiba mais em

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Encontrada na Amazônia, resina de jutaicica pode ser opção sustentável para produção de verniz

O extrativismo de uma resina conhecida como jutaicica na região de Santarém (PA) pode estimular a economia local e o produto pode ser um bom substituto da resina de origem do petróleo na produção de verniz, já que não causa impactos ambientais. As conclusões fazem parte de um artigo publicado nesta segunda (14) na revista “Rodriguésia” que investigou as propriedades da resina para compreender os desafios da reintegração do material no mercado. O estudo foi feito por cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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Os primeiros registros do uso da resina de jutaicica – árvores que são nacionalmente conhecidas como jatobás – são do século 18. O material era diluído em óleos, como de linhaça, e usado para revestir madeiras nobres de longa duração, como a de carruagens da aristocracia. O resgate histórico feito pelos cientistas mostrou que a resina natural já foi um produto economicamente importante na região amazônica, em especial no estado do Pará, mas, com o avanço da indústria petroquímica, ela foi substituída por subprodutos do petróleo.

Atualmente, a resina encontrada, por exemplo, em Santarém é usada para fins artesanais, como o revestimento e impermeabilização de panelas de barro. Por isso, o extrativismo acontece em pequena escala e não tem grande representatividade econômica. Por meio de análise de amostras, a equipe descobriu que o material empregado é heterogêneo e que vem de duas espécies diferentes de árvores da região. Um dos objetivos do trabalho foi descrever o produto para considerá-lo uma opção mais sustentável dentro do mercado, por ser extraído dos troncos e coletado no chão, sem a necessidade de derrubar árvores.

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A equipe observou que o conhecimento tradicional sobre o extrativismo e uso não está sendo repassado para gerações mais jovens. Segundo Leandro Giacomin, um dos autores do artigo e professor da Universidade Federal da Paraíba, a representatividade da Amazônia em termos de produção vegetal nacional é muito baixa e cerca de 80% está associada à extração de madeira. “Introduzir cadeias produtivas sustentáveis de alto impacto e com valor agregado geraria uma revolução em termos de economia para as famílias locais”, afirma Giacomin. “A fonte de renda delas estaria associada a um produto que cresce naturalmente”, avalia. Quanto ao uso do verniz em escala industrial, o pesquisador João José Lopes Corrêa, também autor do estudo, comenta que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Em um primeiro momento ele poderia ser integrado ao mercado para trabalhos especiais, como restauração de mobiliário e obras de arte, por exemplo”, explica.

Outra atividade econômica muito importante na região é o ecoturismo, que também tem muito a ganhar com o extrativismo da resina natural. “O extrativismo sustentável é associado ao ecoturismo, os turistas que visitam ali querem ver árvores de onde vêm os pigmentos, os vernizes, as sementes para artesanato”, comenta o pesquisador. “Isso demanda compreensão por parte da população do valor desses produtos, para que essas pessoas queiram fazer parte dessa cadeia”, aponta.

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Para Giacomin, é importante que haja investimento em ciência e tecnologia para fomentar o conhecimento sobre os produtos que a Amazônia pode oferecer de forma mais sustentável. “Há uma necessidade emergencial de mudança do modelo de desenvolvimento econômico atual, especialmente na Amazônia, então qualquer produto que não tenha impacto e que estimule comunidades locais configura um ótimo modelo, e o primeiro passo é abrir um leque de opções que podem ser exploradas”, defende Giacomin. “Se a gente não mudar, a floresta vai para o chão e as consequências são catastróficas”, completa o pesquisador.

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Bolsonaristas cantando o Hino Nacional para um pneu, em Irati-PR

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Aluno da UEMA que descobriu duas novas espécies de moscas amazônicas é aprovado em seletivos de doutorado do Pará

Raimundo Francisco Oliveira Nascimento, egresso do Centro de Ciências de Codó do curso de Ciências Biológicas e mestre em Zootecnia pela Universidade Federal do Pará, teve uma nova aprovação na UFPA, desta vez nos seletivos do Doutorado em Zoologia e do Doutorado em Biodiversidade e Evolução do Museu Emílio Goeldi.

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Durante o seu mestrado, Raimundo foi responsável pela descoberta de duas novas espécies de moscas encontradas na Amazônia paraense que apresentam importância sanitária, com uso potencial para entomologia forense, inclusive tendo um artigo sobre o estudo publicado na Revista Oxford pela Entomological Society of America.

Nascimento revelou que visa expandir mais a sua área de estudo na Amazônia, o foco do programa de pós-graduação do Doutorado do Museu Emilio Goeldi, curso stricto sensu, que é sua primeira opção, conforme revelou. Ele conta que está animado e pretende dar continuidade à sua pesquisa, firmando parcerias com pesquisadores brasileiros e de outros países para contribuir com a ciência brasileira.

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“Farei uma análise filogenética de um gênero dessas moscas, ou seja, vou fazer o sequencialmento de DNA delas, para ver o nível de parentesco entre elas. Também pretendo descrever novas espécies, tendo em vista que vou fazer coletas em outras áreas da Amazônia brasileira”, explicou.

Ele ressaltou que, mesmo com as dificuldades cotidianas, nunca pensou em desistir. “Muitas pessoas acham que sou inteligente, mas não é apenas isso, me considero esforçado. Com essa conquista, mostro que filho de pobre, trabalhador da roça, vendedor, pode, sim, ser o que quiser, desde que trabalhe, se esforce e sempre faça mais do que esperam de você. Olhando para o histórico da minha família, vencer, para mim, é questão de honra, tendo em vista que eu sou o único da minha família – falo de toda a família, incluindo a família de meus pais – a se formar e ser, no futuro, um doutor”, afirmou.

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Archisepsis bosque e Archisepsis verae são duas espécies descobertas por Raimundo Nascimento em sua pesquisa de mestrado. Os insetos são pertencentes a uma pequena família de dípteros acaliptrados, com 385 espécies descritas em 38 gêneros. A primeira foi nomeada em homenagem à pesquisadora da Universidade estadual Paulista, pelas contribuições taxonômicas na região neotropical (Dra. Vera Silva). A segunda foi nomeada em homenagem ao Parque Zoobotânico Bosque Rodrigues Alves, em Belém, local onde ela foi coletada.

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Instituto Cultural Vale lança edital de apoio à cultura popular do Maranhão e do Pará

Edital destinará R$ 800 mil a artistas maranhenses e paraenses, e foca no desenvolvimento da cultura local. Inscrições vão até 5 de novembro de 2022

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O Instituto Cultural Vale lança nesta quarta-feira, 5 de outubro, o Edital Apoia. A iniciativa vai destinar de R$ 800 mil, exclusivamente, a projetos de profissionais da cultura popular do Pará e do Maranhão,  estados que abrigam dois dos  quatro espaços culturais que integram o Instituto: o Centro Cultural Vale Maranhão e a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Cada um dos espaços destinará R$ 400 mil a artistas e grupos da cultura popular regional dos estados onde estão inseridos. 

Edital Apoia é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e fortalece o compromisso do Instituto Cultural Vale com o desenvolvimento da economia da cultura local e com a promoção de múltiplas e diversas manifestações artísticas de todas as regiões do Brasil. São, ao todo, 40 projetos premiados com o valor de R$ 10 mil, cada, por estado.  O processo de seleção será feito por um comitê técnico composto por profissionais especialistas do Instituto Cultural Vale e por consultores externos locais e nacionais. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 5 de outubro e 5 de novembro  de 2022, nos sites do CCVM – www.ccv-ma.org.br e da CCCC – www.casadaculturacanaa.com.br

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“Contribuir para a produção cultural, movimentar a economia criativa local e   ampliar espaços para o pensar e o fazer cultural  nas diversas regiões brasileiras é um dos nossos principais objetivos de atuação. E em iniciativas como o Edital Apoia, reconhecemos também a diversa produção cultural do país, visibilizamos a cultura regional e ampliamos oportunidades para que artistas e produtores de cultura possam compartilhar suas criações com os diversos públicos”, afirma Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale. 

No Maranhão, o Edital Apoia já beneficiou 131 projetos em edições anteriores, entre bandas, grupos de Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula, mestres e mestras, artesãos e comunidades quilombolas. “É no seio das diversas comunidades do Brasil profundo que a cultura se origina. A sabedoria popular pode ser vista nas mais diversas expressões e linguagens – festas, ritos, músicas, danças, artesanato – e em infinitas possibilidades artísticas. O principal foco de trabalho do CCVM é dar visibilidade e apoio aos detentores desse conhecimento, proporcionando a eles o incentivo necessário à continuidade desse trabalho tão fundamental para repensarmos a  sociedade”, destaca o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez. 

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O edital selecionará propostas em diversas linguagens artísticas, como artes visuais, música, dança, festejos e celebrações. “Buscamos a promoção do patrimônio cultural regional, valorizando a trajetória dos fazedores da cultura popular que tanto contribuem para a identidade amazônica. A iniciativa reforça a importância do fomento à cultura como instrumento de inclusão e preservação da memória paraense e história de nossos territórios”, reforça Randy Rodrigues, diretor da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás.

Serão 40 projetos premiados com o valor de R$ 10 mil, cada, por estado. O processo de seleção será feito por um comitê técnico composto por profissionais especialistas do Instituto Cultural Vale e por consultores externos locais e nacionais. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 05 de outubro e 05 de novembro nos sites do CCVM – www.ccv-ma.org.br e da CCCC – www.casadaculturacanaa.com.br

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-Sobre o Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. São mais de 300 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal em execução em 2022. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão

Localizado em um casarão do centro histórico de São Luís, o Centro Cultural Vale Maranhão prioriza a produção cultural maranhense sem deixar de abrir espaço para conteúdos que venham de outros lugares. Tem o objetivo de interagir com o espaço em que está inserido, somando forças com instituições vizinhas para pensar, de maneira conjunta, em maneiras de fortalecer o centro histórico da capital do estado como pólo cultural de reconhecimento nacional. 

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Sobre a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás

A Casa da Cultura de Canaã dos Carajás desempenha papel de guarda e registro do acervo histórico do município, e de difusor cultural na região. É um espaço artístico e cultural aberto à comunidade que oferece, gratuitamente, atividades e eventos à população, beneficiando pessoas de todas as idades, classes sociais e origens diversas, especialmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Seu compromisso é incentivar, através da arte e da cultura, o conhecimento da população sobre as características da região por meio de iniciativas que utilizem conteúdos relacionados à identidade cultural do território. Saiba mais em

Sites:

institutoculturalvale.org/

ccv-ma.org.br

casadaculturacanaa.com.br/.

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Diabetes e obesidade crescem entre indígenas no Pará

As doenças crônicas, como a obesidade, diabetes tipo II e hipertensão, são multifatoriais e atingem boa parte da população brasileira. Estudo publicado na revista “Genetics and Molecular Biology” na quarta (11) identifica o surgimento dessas doenças crônicas também em grupos indígenas da região do Xingu e do polo de Marabá, sudoeste do Pará. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apontam para um processo inicial de mudanças metabólicas e nutricionais e dos padrões de doenças característicos dessas populações.

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O estudo de campo foi conduzido por uma equipe multiprofissional junto a aldeias de povos indígenas da região do rio Xingu, em Altamira, e na Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, no Estado do Pará, entre 2007 e 2014. Participaram do estudo 628 indígenas dos grupos Arara, Araweté, Asurini do Xingu, Parakanã, Xikrin do Bacajá e Gavião Kyikatêjê. “A maioria dos exames para coleta dos dados foi feita na própria aldeia. Coletávamos amostras de sangue, após a autorização dos povos para realização da pesquisa, e a análise era feita ali mesmo, com equipamentos que eram levados pelas equipes. Os resultados eram dados aos indígenas no mesmo dia, junto das orientações e medicamentos para tratamento das doenças”, explica o médico e cientista João Guerreiro, um dos autores do estudo.

Fora do campo, os pesquisadores realizaram apenas as análises genéticas. “As doenças infecciosas ainda são predominantes, mas pudemos perceber o aparecimento das doenças metabólicas crônicas nas etnias analisadas”, explica Guerreiro. A transição pode ser atribuída a predisposições genéticas dos indivíduos e a mudanças na alimentação. “Cada vez mais, observamos a inclusão de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, na dieta indígena, se assemelhando à dieta ocidental”, aponta o autor.

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Os pesquisadores também constataram que diversos genes descritos como fatores de risco para as doenças metabólicas na população europeia, africana e asiática não podem ser utilizados como referências para populações indígenas. “Observamos que nem sempre é possível utilizar os dados europeus como referenciais para populações indígenas, pois estas possuem suas diferenças biológicas e suscetibilidade para doenças”, explica João Guerreiro. “Os processos de transição epidemiológica diferem entre populações. É provável que existam variações genéticas características da população indígena”, acrescenta o cientista.

A pesquisa, que faz parte de um projeto piloto, auxilia na identificação do perfil genético dos indígenas. O objetivo é possibilitar, no futuro, uma medicina personalizada para essa população. “A partir do nosso trabalho, ao identificarmos os genes da população indígena, podemos estender esses resultados para a população brasileira em geral, visto que é uma população miscigenada, possibilitando, cada vez mais, uma medicina personalizada”, conclui o pesquisador.

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Hospitais públicos oferecem oportunidades de emprego em quatro cidades do Pará

Hospitais paraenses gerenciados pela entidade filantrópica Pró-Saúde estão com vagas de trabalho abertas nas cidades de Ananindeua, Barcarena, Altamira e Belém.

As oportunidades são para candidatos que desejam trabalhar nas áreas assistenciais, administrativas e de apoio. Pessoas com Deficiência (PCD) podem se candidatar.

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Para participar do processo seletivo, os interessados devem cadastrar o currículo no site da entidade: https://www.prosaude.org.br. Em seguida, acessar o menu “Trabalhe Conosco” e, depois, buscar pela opção “Conheça nossas oportunidades”. Clicar na vaga desejada e realizar a inscrição.

Os currículos passarão por triagem e os selecionados devem ser contatados para a realização das próximas etapas do processo, como provas e entrevistas. Cada etapa do processo seletivo será realizada no próprio local da vaga. Todas as fases são eliminatórias.

Conheça as oportunidades

Na região do Baixo Tocantins, o Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) está com vagas abertas para fisioterapeuta, fonoaudiólogo, técnico de enfermagem e enfermeiro.  O prazo da candidatura se encerra no dia 15 de dezembro.

Em Ananindeua, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), os candidatos têm oportunidade de trabalho para os cargos de técnico de laboratório, farmacêutico, médico clínico geral e cirurgião vascular, com prazo para inscrição até o dia 30 de novembro. A unidade está captando ainda currículos de fisioterapeuta, para o banco de talentos.

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No Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, existem oportunidades para enfermeiro, com inscrições até 10 de dezembro; técnico de enfermagem e farmacêutico, até o dia 16/12; e assistente contábil, com inscrições até 22 do mesmo mês.

Já no Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, há vagas para auxiliar de qualidade, coordenador de enfermagem, nutricionista, psicólogo clínico, técnico de enfermagem, além de vagas exclusivas para PCD. As inscrições estão abertas até o dia 2 de dezembro.

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A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

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Intercâmbio entre Maranhão e Pará inspira AQNO em música de estreia; ouça ‘Desaglomerô’

Gravado no Centro Histórico de São Luís, o single de estreia do artista já está disponível nas plataformas de streaming.

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Após oito anos se apresentando em casas noturnas e eventos de Marabá e da região sudeste do Pará, o artista AQNO apresenta ao público seu primeiro trabalho autoral. Produzido em São Luís, com videoclipe gravado no Centro Histórico da capital maranhense, o single “Desaglomerô” já está disponível nas principais plataformas digitais. 

Aos 33 anos, AQNO se define como um homem “cheio de amores”. Mas com os sentimentos aflorados pela pandemia da Covid-19, isolado na casa de familiares no interior do Pará, foi uma paixão específica que inspirou a letra de “Desaglomerô”. 

“Compus em meio a várias inquietações emocionais e pessoais, mergulhado em ansiedade, carência e saudade de trocar afeto com os meus. ‘Desaglomerô’ é para um amor em específico, interrompido pela pandemia, que até hoje não reencontrei. A canção fala exatamente da esperança desses reencontros depois que todo esse cenário caótico passar”, explica o artista. 

O videoclipe não é menos intenso do que a lírica. Com imagens gravadas em locações no Centro de São Luís, o trabalho audiovisual retrata o personagem AQNO, um terráqueo em estado de solidão, caos e isolamento, que recebe uma tentativa de comunicação do planeta saturno, através de uma interferência na programação de sua TV. Retratando bem o estado da composição, o clipe foi filmado com uma equipe reduzida devido aos protocolos de segurança e conta, por meio de uma história ficcional, como momentos caóticos podem nos transformar definitivamente. 

“Com referência em obras de sci-fi dos anos 70 e 80, apareço como um terráqueo em estado de solidão, caos e isolamento, atravessado por uma interferência extraterrestre na programação da TV, vinda de Saturno. Ignoro a tentativa de comunicação, mas o episódio me afeta e me coloca num estado gradual de mutação à medida em que me relaciono com o ambiente de isolamento, acessando diversos sentimentos, como ansiedade, revolta, delírio, apatia, loucura e carência, até enfim chegar ao estado final, caótico e fantástico da mutação”, descreve AQNO. O roteiro foi criado pelo próprio artista, em parceria com Sunday James e a produção executiva é de Luane Machado e Marco Martins. 

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As inspirações para o filme passeiam por outras expressões estéticas e culturais, entre elas, as mitologias greco-romana, egípcia e indiana; o teatro da Bauhaus; as performances da banda brasileira Secos e Molhados e ainda ovideoclipe de Carmensita da banda Devendra Banhart

AQNO define a sonoridade deste projeto como “Pop-Amazônica-Psicodélica”, estilo que reúne a diversidade de manifestações culturais e musicais de sua região. Com produção musical do ludovicense Sandoval Filho, “Desaglomerô” traz elementos do tradicional brega paraense e do reggae inspirado em bandas maranhenses, como a Reprise.  

“Essa proposta musical identifica Marabá, o local onde eu nasci artisticamente, que é completamente atravessado pela relação entre Pará e Maranhão. Este casamento de gêneros musicais, que flerta com beats eletrônicos, resultou num ‘Breggae’ envolvente”, conta.

Além da produção musical, Sandoval Filho assumiu guitarra, bateria, contrabaixo, teclado e programações do trabalho, que também tem participações dos músicos Derkian Monteiro, Sarah Byancci e Thalysson Nicolas nos metais, com gravações no BlackRoom Studio (São Luís).  

O single e videoclipe “Desaglomerô” apresentam o álbum de estreia de AQNO, “O Retorno de Saturno” – também previsto para o segundo semestre de 2021. Os projetos foram viabilizados por meio da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult/PA). 

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Ouça o single em plataformas como Spotify – e assista ao clipe no YouTube:  

O Retorno de Saturno 

“Desaglomerô” é a porta de entrada para “O Retorno de Saturno”, álbum de estreia do artista, que tem previsão de lançamento para 13 de outubro. A temática astrológica presente no roteiro do videoclipe se estende ao longo do álbum e de sua concepção. Segundo AQNO, o “retorno de saturno” é um evento que ocorre quando o planeta, conhecido como a jóia do sistema solar, completa uma volta inteira ao redor do sol (cerca de 30 anos), período que desencadeia caos emocional, marcando uma fase de amadurecimento e evolução de consciência. 

“Aproveitando o momento de caos em meio à pandemia em que compus ‘Desaglomerô’, decidimos conectar o roteiro do videoclipe ao tema do álbum e criar uma atmosfera de ansiedade e solidão, na qual o personagem é afetado pelo contato com seres saturninos, representando o retorno de saturno, passando por esse processo de metamorfose”, conta AQNO, que traz 11 canções autorais marcadas por seu “Pop-Amazônico-Psicodélico”. 

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AQNO 

Diego Aquino, de 33 anos, nasceu em Gurupi, no Tocantins, mas vive em Marabá há 17 anos. Foi na cidade paraense, a mais de 500 quilômetros de Belém, que o artista AQNO floresceu artisticamente em 2013. Na cena local, ele se apresenta em casas noturnas, festivais e chegou a abrir shows de nomes como Joelma. 

Homem gay vivendo com HIV há seis anos, AQNO não deixa de se posicionar em seu trabalho para dar voz às causas da comunidade LGBTQIA+ e pessoas que também vivem com HIV. Sua musicalidade traz referências diversas, que vão de ícones da Música Popular Brasileira (MPB), como Lenine, Elis Regina, Clara Nunes, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Secos e Molhados e Novos Baianos, até lendários artistas paraenses como Fafá de Belém, Wanderley Andrade, Companhia do Calypso e Fruto Sensual, e artistas internacionais como A-ha, Queen e Michael Jackson. 

Com florestas transformadas em pastagens, Belterra (PA) registra aumento histórico de temperatura

Estudo da Embrapa Amazônia Oriental, em colaboração com vários centros de pesquisa brasileiros, entre eles, a Universidade Estadual Paulista e a Universidade Federal de Viçosa mostra que temperaturas mínimas do município de Belterra, no Pará, foram as mais altas dos últimos 30 anos. A mudança no clima da região pode estar relacionada à transformação de áreas florestais em pastagens, segundo explica o artigo publicado na Revista Brasileira de Meteorologia.

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Os pesquisadores queriam avaliar o impacto do ecossistema da Floresta Nacional de Tapajós na temperatura do ar do município de Belterra, que fica próximo a essa unidade de conservação. Para isso, eles analisaram os dados meteorológicos disponibilizados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), focando-se na temperatura média de dois períodos: de 1961 a 1990, quando a Floresta Nacional de Tapajós já existia, e de 1981 a 2010, momento de instalação do polo de grãos no município. A análise permitiu aos pesquisadores estabelecer tendências meteorológicas desses 30 anos, além de apontar anomalias e possíveis relações com eventos climáticos extremos.

De 1981 a 2010, os valores da temperatura média subiram 0,8ºC durante os meses de agosto a dezembro, passando de 25,2ºC para 26ºC. As temperaturas mínimas, registradas nas primeiras horas da manhã, passaram de 20,4º, no começo deste período, para 21,2ºC. As manhãs dos meses de outubro e novembro de 1981 a 2010 foram as mais quentes dos últimos 30 anos, segundo as análises.

Ao registrar aumentos de temperatura na região, os pesquisadores chamam atenção para a diminuição de efeitos de serviços do ecossistema da Floresta Nacional de Tapajós. Os benefícios obtidos da natureza, como alimentos, água potável, formação de solo e regulação do clima não estão conseguindo chegar a municípios próximos, como é o caso de Belterra.

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Uma das explicações para essa mudança no microclima da região está na implantação do polo produtor de grãos no oeste do Pará, em 2000. “Os processos de preparo do solo, por exemplo, dispersam partículas para a atmosfera, contribuindo para a formação de nuvens e impedindo a condução do calor para a atmosfera. Isso possivelmente contribui para o aumento das temperaturas mínimas nas madrugadas em Belterra”, explica Lucas Eduardo de Oliveira Aparecido, coautor do estudo.

A perda de área florestal, com a sua transformação em pastagens, também favorece esse aumento de temperatura, já que as árvores são responsáveis por atuar no ciclo de resfriamento do ar. O desmatamento, que atingiu um de seus piores índices na região, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) com perda de área equivalente a 58 mil campos de futebol somente em abril de 2021, provoca a liberação de carbono para a atmosfera, contribuindo também para o aumento das temperaturas.

A pesquisa chama atenção para o valor das unidades de conservação como a Floresta Nacional de Tapajós e da necessidade de se fazer políticas públicas para preservá-las. Para Lucieta Guerreiro Martorano, uma das autoras do estudo, essa atuação passa por conscientizar gestores para o uso adequado de recursos naturais, com base em indicadores de sustentabilidade, e incentivo a produtores que adotam práticas de manejo sustentáveis, como plantio direto na palha ou roça sem queima.

“Se os produtores rurais na Amazônia não receberem apoio de políticas públicas que incentivem a mudança desse paradigma – de que áreas com floresta não prestam bens e serviços à sociedade – os problemas relacionados à perda dessas áreas se perpetuarão”, conclui a pesquisadora.

HQ brasileira é censurada pela Polícia em Belém

A imagem premiada do artista Gidalti Moura Jr. foi censurada após ganhar o prêmio Prêmio Jabuti na categoria histórias em quadrinhos. A imagem foi removida e foi trocada por outra página da HQ.

A censura foi feita na exposicK sobre história dos quadrinhos no Parque Shopping Belém, no Pará. A imagem foi feita para a novela gráfica “Castanha do Pará” e mostra o personagem que recebe o nome, um menino de rua, fugindo de um policial com um cassete no meio do Mercado Ver-o-Peso.