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Sexualidade e Saúde Mental Andam Lado a Lado: Aprenda a Usar Isso a seu Favor

É comprovado cientificamente que uma sexualidade saudável tem uma grande importância para qualidade de vida. Cuidar da saúde sexual pode trazer inúmeros benefícios para a saúde física e mental, além de melhorar o condicionamento físico, a circulação sanguínea e o sistema cardiovascular.

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A consultora de sexualidade e especialista Roberta Pavon explica que a relação sexual ajuda a liberar endorfinas e oxitocinas na corrente sanguínea, gerando um bem-estar maior para a pessoa. “Ao chegar no orgasmo, ocorre a liberação de uma grande quantidade de hormônios que possuem vários benefícios ao corpo, à mente, para a relação com a(o) parceira(o) ou até mesmo a sós.” informa Roberta.

Reduz o estresse

Os hormônios de relaxamento liberados no orgasmo, tanto a dois quanto a sós, conseguem diminuir consideravelmente o estresse. Só se deve tomar cuidado para não transformar a relação numa mera descarga de estresse, e sim como um complemento para o bem-estar mental, assim como se alimentar bem, praticar atividades físicas e dormir melhor.

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Eleva a autoestima

Um dos maiores beneficiados com a saúde da sexualidade é o cérebro. Afinal, todo o nosso sistema nervoso é controlado por ele, assim como a liberação dos hormônios e emoções.

“A atividade sexual promove o aumento da produção de hormônios voltados à sensação de prazer e eleva significativamente a sensação de autoestima, sendo perceptível pela euforia e relaxamento durante e após o orgasmo.” destaca a especialista Roberta Pavon.

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Melhora o sono

Os hormônios liberados durante o orgasmo promovem uma melhora na qualidade do sono. Isso ocorre, pois o hormônio do prazer aumenta o relaxamento cerebral e muscular, o que garante mais facilidade para pegar no sono.

Esse estado é favorável ao sono, pois ele chega mais rápido e mais profundo após as relações sexuais, proporcionando noites de sono de mais qualidade, o que é um fator essencial para a saúde e bem-estar geral do ser humano.

Melhora a memória

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Você sabia que o sexo saudável e consciente é capaz de criar massa cerebral? Isso mesmo, além de conseguir produzir mais neurônios. O Que auxilia nas nossas habilidades cognitivas, capacidade de aprendizado, interpretação e fixação da memória de tudo que nos cerca. Essas constatações foram feitas pelos neurocientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“Além dos benefícios para a saúde mental, o processo de autoconhecimento e consciência corporal daqueles que enxergam a sexualidade não só uma fonte de prazer, mas uma maneira de conhecer a si mesmo, é uma das melhores formas de se empoderar e elevar a autoestima.” finaliza Roberta Pavon.

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Depressão, Ansiedade e Tristeza? Fique Atento a sua Saúde Mental

Depressão ou tristeza? Cansaço ou alerta de estresse e possível burnout? Transtornos que já existiam ou surgiram com o vírus do Covid? Estudos mostram alta prevalência de depressão, ansiedade e estresse nos últimos anos.

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Um artigo da revista científica “The Lancet” mostrou que triplicaram as taxas de depressão e ansiedade na comparação entre 2019 e 2021. As pessoas estão psicologicamente mais doentes, com crises de ansiedade, dificuldade de foco, menos produtivas e consequentemente menos felizes. Diversos fatores contribuíram nos últimos anos para trazer esses sintomas, deixando o mundo inseguro e ansioso.

A hipnoterapeuta, Madalena Feliciano, explica que a felicidade é um constructo (percepção ou pensamento formado a partir da combinação de lembranças com acontecimentos atuais) existem vários comportamentos que a gente pode ter no nosso dia a dia para ser uma pessoa feliz. Não que precise ficar rindo o tempo todo, mas que eu me sinta bem, que eu tenha uma boa saúde mental, e que eu consiga ficar alegre nas circunstâncias que vão acontecendo, e triste quando preciso.

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Ser feliz não é necessariamente não ser triste. A tristeza é algo natural, todos ficamos tristes em alguns momentos da vida, o que realmente preocupa é uma tristeza que perdura, neste caso, precisamos estar alertas e verificar realmente o que está ocorrendo e se necessário buscar ajuda.

“A tristeza persistente pode gerar grande estresse, e ao longo do tempo é um risco para a saúde porque pode acionar outras doenças, tanto emocionais quanto físicas. Depressão, enxaquecas, gastrites, dores crônicas e até mesmo quadros de ansiedade”, informa Madalena Feliciano.

Existem algumas técnicas que você pode considerar para mudar esses padrões prejudiciais, melhorando sua saúde física, mental e emocional.

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A terapeuta Madalena Feliciano indica que, além de técnicas como mindfulness, hipnoterapia, mudança de hábitos, entre outras, é preciso desacelerar, deixar um tempo para o lazer, para a espiritualidade, ter um hobby, cuidar do lado físico que significa ter hábitos saudáveis na alimentação, dormir o suficiente e fazer exercícios. Às vezes até um desequilíbrio hormonal ou falta de alguma vitamina podem influenciar na saúde mental.

Pensando no ambiente de trabalho, é importante que tenhamos reconhecimento pelas atividades que desempenhamos, e parte disso ocorre por meio de salários adequados; além de suporte social de nossos colegas e chefes, que pode ser traduzido em relações de apoio e de estabilidade no trabalho, autonomia, colaborar em decisões, desde poder decidir em conjunto na organização do espaço, ou em como cumprir a jornada de trabalho, e que haja transparência nos processos de gestão e decisão no ambiente, desta forma podemos ter confiança na empresa e na equipe.” finaliza Madalena Feliciano. 

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Dia da saúde mental: é possível ser bem-sucedido com equilíbrio emocional

Pesquisa mostra que 59% dos profissionais priorizam qualidade de vida nas empresas

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Pesquisa global da JLL “Workforce Preferences Barometer”, realizada com mais de 4 mil pessoas em 10 países, aponta que as questões financeiras saíram do primeiro lugar das prioridades antes da pandemia para a terceira posição em abril de 2022. No topo da lista, está qualidade de vida/ equilíbrio entre vida profissional, apontada por 59% dos colaboradores. Trabalhar em uma empresa que garanta a saúde e o bem-estar de seus funcionários divide o pódio, também com 59%, tendo subido 15% no último ano.

A pesquisa mostra que 25% das pessoas reconsideraram o papel do trabalho em suas vidas durante a pandemia e 71% querem trabalhar em corporações que promovam ativamente um estilo de vida saudável, segurança e bem-estar. Assim, 74% relatam que pediriam demissão em busca de mais flexibilidade e equilíbrio.

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No Brasil, apesar de crescer ano a ano o número de concessões de auxílio-doença relacionados à síndrome de burnout – entre 2017 e 2018, o crescimento foi de 115%, passando de 196 para 421 –, o burnout ocupa a 436ª posição entre as doenças com pagamentos de auxílio-doença nos três primeiros meses de 2021, com 148 concessões, de um total de 486.219. Já em 2020, foram 610 concessões de um total de 2.341.029, e o burnout ficou na 508ª posição entre as doenças com pedidos de auxílio por incapacidade temporária.

Como ter sucesso na carreira sem prejudicar a saúde mental

Segundo Monica Machado, psicóloga pela USP, fundadora da Clínica Ame.C, pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; a pandemia e suas consequências no universo dos negócios mostraram a necessidade de repensar e aprender a se desapegar de valores que já estão ultrapassados.

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“Priorizar a qualidade de vida nada mais é do que se respeitar, tanto fisicamente quanto mentalmente, gerando boas condições para desempenhar suas tarefas profissionais e pessoais”, afirma a psicóloga.

De acordo com a psiquiatra Danielle H. Admoni, preceptora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), é possível aliar carreira de sucesso com qualidade de vida.

“O ser humano tem a tendência de esperar que as coisas melhorem por si só, gerando expectativas irreais. O problema é que a expectativa vira uma exigência e esquecemos que não podemos controlar nada, nem ninguém. É preciso ter em mente que você também pode ser responsável por mudanças em sua vida, sem precisar depender de outrem. Essa nova forma de pensar neutraliza as emoções negativas e faz com que seja possível se relacionar ou atuar em determinadas situações com menos pressão interna e mais equilíbrio emocional”.

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Segundo um estudo da Universidade Duke, nos Estados Unidos, os hábitos são responsáveis por 40% da nossa rotina e das tomadas de decisões. Porém, uma pesquisa publicada na revista científica Biological Psychiatry mostrou que o estresse reduz a capacidade do indivíduo de lidar com adversidades.

“Claro que não existe uma fórmula universal que funcione para todas as pessoas, afinal, cada indivíduo é único e tem recursos e situações particulares. Mas, é possível se reinventar, elencar suas prioridades e fazer escolhas certas, sem correr riscos mal calculados em nenhuma das esferas de sua vida”, diz Monica Machado.

Confira as dicas das especialistas:

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Defina suas prioridades

A primeira pergunta a ser respondida é: o que eu quero alcançar na minha vida profissional? E na minha vida pessoal?

A segunda é: quais são as atividades que eu desempenho diariamente na minha rotina profissional? E na minha vida pessoal?

Responder às questões propostas não é simples e nem mesmo rápido, e exige que o indivíduo esteja disposto a ir fundo nessa atividade. Liste as coisas que faz, os papéis que desempenha e analise sua agenda de compromissos para identificar onde seu tempo está, de fato, sendo empregado.

Sem essa base de informações precisas, fica muito difícil estabelecer as prioridades, porque, para isso, é preciso separar suas atividades em três grupos:

(1) Atividades que podem ser desempenhadas por outras pessoas

(2) Atividades que são puros “ladrões de tempo” e que devem ser eliminadas

(3) Atividades que só podem ser realizadas pelo próprio indivíduo.

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Evite ser centralizador

Saber delegar ou compartilhar funções é fundamental, pois nem sempre é possível realizar tudo sozinho. E ainda que você consiga, é bem provável que comprometa a qualidade das tarefas, além de te causar uma exaustão desnecessária.

Quebre crenças limitantes

As crenças limitantes que todos têm, embora em diferentes intensidades, são as grandes responsáveis por impedir a expressão de todo o potencial que há no indivíduo. “Portanto, quebre o ciclo do ‘pensamento impostor’, tenha consciência de suas habilidades, reconheça que capacidades se desenvolvem, mas que novos desafios sempre vão criar um certo nível de tensão interna, o que não significa que você não esteja à altura da tarefa”, pontua Danielle Admoni.

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Desenvolva resiliência

Resiliência passa por fortalecer nossas qualidades pessoais e agir diante das adversidades com foco em nosso poder de atuação. É preciso cultivar um modelo mental com espaço para uma visão positiva da vida, entrar em contato com as emoções e avaliar se suas escolhas alimentam os problemas ou agem de forma coerente à solução que se busca.

Não tema o julgamento alheio

A autenticidade requer coragem, pois exige de nós aceitar nossa personalidade, nossas falhas e vulnerabilidade. É ter a força para abraçar quem realmente somos, desapegar das comparações e dos paradigmas de quem achamos que devemos ser. Nada vale mais a pena do que trazer ao mundo o que realmente temos para dar. Ser coerente com nossa verdade nos proporciona liberdade, verdade e plenitude.

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Reserve um tempo para o descanso e para si mesmo

No modelo de vida atual, a quantidade de coisas que nós mesmos exigimos vai além do que se pode aguentar. E quando não damos conta de tudo, nos sentimos frustrados. Acorda no dia seguinte já se programando para fazer ainda mais e melhor. E a simples ideia de uma pausa se torna cada vez mais impensável.

“Como seria se você se permitisse fazer menos e incluir momentos de descanso em sua jornada? Períodos de desconexão são essenciais para o bem-estar. Esquecer um pouco o check-list, olhar para si mesmo e fazer algo que não esteja vinculado a responsabilidades, mas ao prazer, ao conforto que tanto lhe falta. Sua mente ficará mais descansada e até mais produtiva”, ressalta Monica Machado.

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Tenha autocompaixão

O perfeccionismo e a autocrítica geram um círculo vicioso. Passamos a viver na ansiedade de uma vida e atos perfeitos, tentando nos proteger das situações capazes de expor nossos defeitos ao mundo. Quando entendemos que a perfeição não existe e nos acolhemos exatamente como somos, com o pacote completo, conseguimos nos perdoar, atuar com autocompaixão e pedir ajuda quando precisamos.

“Nos casos em que o esgotamento chegou ao limite, é fundamental buscar auxílio médico especializado para avaliação do quadro e orientação quanto ao tratamento. Especialmente no caso das pessoas cujas características de personalidade as tornam mais propensas ao burnout, a psicoterapia é um complemento importante, pois o problema está, muitas vezes, dentro da pessoa, e não tanto em suas condições de trabalho”, finaliza Danielle Admoni.

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Lipedema x Saúde Mental: Como a doença pode desencadear distúrbios psicológicos em mulheres como depressão e redução de autoestima

Além dos aspectos físicos como dor, inchaço e roxos nos braços, quadris e pernas, alguns dos pontos mais indicados pelas mulheres que sofrem com o Lipedema, do ponto de vista emocional, são a perda da qualidade de vida e a culpa

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O Lipedema é uma doença crônica e progressiva causada por acúmulo de gordura em regiões específicas do corpo como braços, pernas e quadris, que provoca sofrimento físico e psicológico, e afeta cerca de 10% das mulheres em todo o mundo, segundo dados da Sociedade Espanhola de Medicina Estética (SEME). No Brasil, este número é estimado em cinco milhões de mulheres – atinge quase que exclusivamente este público, pois está associado a um padrão hormonal feminino. Ainda por conta da falta de conhecimento e de informação da classe médica, mesmo com a conquista da CID 11 este ano, um dos malefícios para a saúde mental de quem sofre com o Lipedema é o descrédito. A maioria delas recebe diagnósticos clínicos errôneos de obesidade, alterações linfáticas, entre outros, o que leva a tratamentos inadequados e, por consequência emocional, distúrbios psicológicos como depressão.

Muitas mulheres sofrem com um sentimento constante de culpa por acharem que não estão se esforçando o suficiente para eliminar a gordura dos braços e das pernas. Não é falta de disciplina ou de esforço. Muitas são taxadas de preguiçosas por não conseguirem emagrecer, mas a questão é que elas podem fazer dietas e exercícios físicos diariamente e, mesmo assim, a gordura continuará em seu corpo porque a gordura do Lipedema não é obesidade, não é algo estético, é uma doença”, diz o diretor do Instituto Lipedema Brasil e um dos médicos pioneiros no tratamento da doença no país, dr. Fabio Kamamoto. De acordo com o especialista, ouvir esses comentários constantemente acaba com a autoconfiança delas, além da frustração de não conseguir reduzir o peso e perder a gordura localizada, pode gerar nessas mulheres distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, e também emocionais.

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A doença não é fatal, tem cura, mas por causa do desconhecimento geral, até essa mulher conseguir encontrar um profissional que saiba o que é a doença e possa ajudá-la, a qualidade de vida pode ser prejudicada de tal forma que pode desencadear depressão, obesidade, perda de mobilidade e redução de autoestima. Fora a necessidade que elas têm de esconder essas partes do corpo. Ir à praia, usar saias ou shorts torna-se impensável para essas mulheres. O impacto emocional é brutal”, avalia.

A palavra do psiquiatra – A importância de reconhecer a diferença entre o Lipedema e a obesidade para o bem da saúde mental das mulheres já foi pauta do Reflexões Psiquiátricas, projeto liderado pelo psiquiatra dr. Táki Cordás e que contou com a participação do dr. Kamamoto nas mídias sociais. Segundo o dr. Cordás, o centro de dor e os diferentes centros que podem dar depressão em nível cerebral são muito próximos, ou seja, síndromes dolorosas e crônicas dão muita depressão. Para o dr. Kamamoto, a dor de apalpação nos membros afetados pelo Lipedema é altamente limitante para as mulheres. “Elas tentam fazer caminhadas, atividades que precisam ficar muitas horas em pé, e isso vai atrapalhando a vida delas porque chegam ao final do dia literalmente no limite da dor e do emocional”.

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Além da dor física – O Lipedema, que provoca dores, problemas de locomoção e uma sensação de peso nesses membros, também traz uma sensação de sofrimento e solidão, já que elas não se sentem acolhidas nem pelos médicos nem pela sociedade. Tudo isso “pesa” no quesito saúde mental feminina, um dos assuntos mais discutidos este ano. Para a mulher que concilia trabalho doméstico, carreira, estudos, maternidade, relacionamentos e cuidados com a família, ter uma doença crônica e progressiva, ou seja, que piora se não for tratada, o “problema” é maior. Segundo estudo recente do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que comprovou as consequências para a saúde mental das mulheres, 40,5% delas responderam que desenvolveram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse. O que se constata é que as mulheres estão sobrecarregadas e exaustas.

“Estamos falando de números no pós-pandemia, imagina se falássemos com as mulheres neste período e com Lipedema? Este número, provavelmente, seria maior”, finaliza Kamamoto.

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Sobre o Instituto Lipedema Brasil

O Instituto Lipedema Brasil (www.institutolipedemabrasil.com.br) é o primeiro centro de referência de Lipedema no país, criado para compartilhar informações, apresentar a doença para a sociedade e mobilizar milhões de mulheres. É o primeiro no país a dedicar estudos, pesquisas e ensino à população e aos profissionais de saúde. Criado e dirigido pelo dr. Fábio Kamamoto desde 2021, o Instituto Lipedema Brasil foi pensado para unir três pilares importantes dessa mudança: Transformação social, Educação e Pesquisa. Por meio de uma campanha no Youtube e no Instagram, o Instituto luta pela democratização do acesso ao tratamento da doença no país, como já acontece em outros países como os Estados Unidos, por meio da ONG Movimento Lipedema (http://movimentolipedema.org/). Atualmente, a campanha conta com mais de 15 mil assinaturas.

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Entenda como funciona a psicologia reversa

*Mara Leme Martins

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A psicologia reversa é uma ferramenta utilizada para influenciar a decisão de alguém tanto em âmbito pessoal quanto profissional. É uma técnica de persuasão que faz com que a pessoa realize o oposto do que pretendia fazer ao ser influenciada por outra pessoa.

Após o período de pandemia, a psicologia reversa pode ter se tornado ainda mais importante. Para se ter ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo.

Além disso, a pandemia provocou um aumento global em distúrbios como ansiedade e depressão. De acordo com um estudo publicado no periódico científico The Lancet, foram 53 milhões de novos casos de depressão e 76 milhões de ansiedade em 2020.

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Também de acordo com a OMS, o índice global de transtorno de ansiedade e depressão aumentou 25%, durante o primeiro ano de pandemia. Nesse cenário, a psicologia reversa pode ser de grande ajuda. 

No que consiste a psicologia reversa?

As formas mais eficazes de utilizar a psicologia reversa consistem em: fazer perguntas que podem ou não ser desafiadoras e também sugestões. Exemplo: Aposto que você não consegue fazer este cálculo. Isso vai desafiar a pessoa e fazer com que ela prove que ela é capaz. Já as sugestões: será que você poderia me auxiliar? Essa pergunta vence a resistência de pessoas que não conseguem receber ordens. 

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Utilização do não: “Você não consegue me ajudar?”. Essa pergunta, faz com que se a pessoa não consegue dizer não, isso pode vir a gerar uma culpa nela. Então a pessoa venha a ter o desejo de ajudar. 

Utilização de recursos de privação: “Este produto está se esgotando, temos apenas duas peças”. Gera sensação de escassez, e faz com que a pessoa deseja adquirir o produto evitando que ela venha a pensar se realmente necessita deste produto. 

Uma outra pergunta ou forma de abordagem é fazer com que a pessoa possa reagir, por exemplo: “Será que esse é o melhor momento para você?”. A princípio pode parecer uma simples opinião, mas faz com que a pessoa queira provar, demonstrar ou não perder essa oportunidade. 

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Outra forma muito importante é a autonomia pessoal, fazer com que a pessoa tenha plena consciência de que está agindo pelo seu próprio desejo. A abordagem sugerida é: “A decisão é sua”. Assim, a pessoa se sente no controle e se abre para aquilo que você está sugerindo. 

Ameaças não funcionam, geralmente são utilizadas em vendas, mas também podem ser usadas em relacionamentos visando sempre tirar o melhor das pessoas. Ameaças geram medo e privação, fazendo com que os objetivos não sejam alcançados.

A psicologia reversa pode ser perigosa?

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Como qualquer técnica deve ser utilizada com o objetivo de extrair o melhor de uma pessoa ou público, melhores profissionais, no estudo, no condicionamento físico, relacionamento, alimentação e etc.

Deve ser evitada para manipulações como religiosa, utilizando erroneamente para obter proveito, manipulações de adolescentes, crianças, idosos, sempre com o objetivo de benefícios pessoais. Induções de atos que coloquem em risco a segurança física e psíquica de terceiros.

É preciso cautela com essas abordagens porque muitas pessoas com o desejo de se sentirem aceitas acabam entrando nesses desafios e acabam colocando em risco a sua saúde física ou psíquica. 

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O impacto da personalidade da pessoa na psicologia reversa

A personalidade de um indivíduo ou de um público vai determinar como essa ferramenta deve ser aplicada. Daí a necessidade de se compreender um perfil e qual a melhor forma de abordá-lo.

Não se obter êxito, por exemplo, com abordagens extremamente competitivas com pessoas que tem o perfil altamente afetivo, onde colaborar é muito mais atraente do que competir e vencer. O troféu dessas pessoas é a colaboração. 

Em uma mesma situação, diferentes perfis vão achar uma forma de se sentirem vencedores, mas por meio diferentes, como colocado o exemplo de pessoas competitivas e pessoas afetivas. A moeda de troca dessas pessoas é completamente diferente. Daí a importância de se estudar e de se observar o público que se deseja fazer essa abordagem. 

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Cabe dizer que é uma técnica bastante utilizada em campanhas de vendas, mas que requer cautela. O outro lado pode ter conhecimento dessa técnica e saber que está sendo manipulado e persuadido – o que não é agradável. 

*Mara Leme Martins, PhD. Psicóloga e VP BNI Brasil – Business Network International, a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo

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Exame em desenvolvimento pode facilitar o tratamento de distúrbios psiquiátricos

Um novo exame que está sendo desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) pela empresa spin-off Quarium pode facilitar a escolha do tratamento de pacientes com esquizofrenia. A tecnologia em estudo é fruto de uma pesquisa realizada no Laboratório de Neuroproteômica da instituição que identificou no sangue a presença de sinais capazes de antecipar a resposta do organismo a diferentes medicações. Os resultados prometem facilitar a criação de um tratamento personalizado para cada paciente e servirão como base para uma segunda etapa de pesquisas.

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A ideia para a criação do teste partiu da análise de 54 amostras obtidas de pacientes diagnosticados com esquizofrenia e tratados com um de três antipsicóticos comumente receitados: olanzapina, risperidona ou quetiapina. Uma das vantagens previstas para o projeto é a possibilidade de fornecer resultados eficazes através de análises simples e rápidas. As amostras poderão ser coletadas através de um exame de sangue comum e devem chegar até o médico responsável em poucas horas. “A ideia é que a resposta do exame saia no mesmo dia para que o psiquiatra possa iniciar a medicação da maneira mais direcionada possível”, explica Daniel Martins-de-Souza, coordenador do estudo na UNICAMP.

A pesquisa surgiu como resposta para um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais da saúde após um diagnóstico de esquizofrenia: a escolha da medicação correta para atenuar os sintomas do distúrbio. Esse momento é crucial para o tratamento e recuperação da qualidade de vida do paciente, já que pode determinar inclusive o agravamento do quadro. “O paciente que não melhora ou não tolera os efeitos colaterais de determinado antipsicótico pode ter novos surtos psicóticos e registrar declínio cognitivo irrecuperável”, explica Lícia da Silva Costa, pesquisadora e fundadora da empresa Quarium.

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Atualmente, a escolha do tratamento para a esquizofrenia é feita com base na análise clínica do caso em conjunto com um algoritmo clínico clássico. No entanto, uma parcela significativa dos pacientes abandonam o tratamento devido aos efeitos colaterais causados pelos remédios. “Embora esses métodos sejam importantes e colaborem para a escolha da melhor medicação, são generalistas e não consideram as particularidades metabólicas de cada paciente”, salienta Costa. A empresária explica que a resposta do organismo depende de diversas variáveis que costumam ser deixadas de lado com o uso desses métodos, como a alimentação, a idade, a interação com outras medicações e a resistência a dosagens diferentes.

Nesse cenário, o novo exame promete facilitar o desenvolvimento de um programa de tratamento individualizado que considera as condições clínicas e sociais de cada paciente, o que pode reduzir a ocorrência de efeitos colaterais e acelerar a melhora do quadro. Para isso, o teste vai buscar sinais presentes no sangue que indicam as possíveis  reações do organismo aos diferentes fármacos antes mesmo do início do tratamento. “A gente identificou quais são os marcadores e quanto deles deve ter no sangue para que o organismo responda bem àquela medicação. O teste vai procurar especificamente por esses sinais na amostra e, dependendo do resultado, a gente consegue dizer qual o melhor fármaco para aquela pessoa”, diz Daniel Martins-de-Souza.

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A tecnologia em desenvolvimento abre precedentes para uma nova era no tratamento da esquizofrenia e de outros distúrbios mentais, já que as pesquisas podem ser usadas para desenvolver testes aplicáveis a diversos transtornos. O estudo segue agora para uma etapa importante que busca transformar os dados coletados em um produto viável para clínicas e hospitais psiquiátricos. Lícia Costa destaca que um dos próximos passos é ampliar o escopo de atuação do exame para outros antipsicóticos, visando otimizar ainda mais o processo de escolha do tratamento.

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A relação entre a depressão, o frio e as baixas temperaturas

Nos últimos dias várias cidades do Brasil estão sofrendo com o frio e as baixas temperaturas.

Casacos pesados, luvas, botas, entre outros acessórios de inverno, apesar de estarmos no outono, saíram dos armários.

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Além disso, as doenças respiratórias também deram o ar da graça. Mas engana-se quem pensa que estes são os únicos personagens deste cenário de frio.

A depressão também entra em cena quando enfrentamos mudanças climáticas bruscas. E como o clima tem influência no humor, mesmo quem gosta de frio pode sentir impactos emocionais, principalmente se já possuírem uma leve tendência à depressão.

Sabemos que a depressão é considerada pela OMS – Organização Mundial de Saúde, como o “Mal do Século”. Ela atinge um número cada vez maior de pessoas e pode, se não for tratada, trazer consequências irreversíveis para a vida do indivíduo.

Muitas são as causas possíveis para esse transtorno: causas genéticas, estresse pós traumático, entre outros.

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Porém, as mudanças de temperatura e, em especial, o frio intenso, pode contribuir para agravar quem sofre deste problema ou mesmo desencadear gatilhos que provoquem o surgimento da depressão.

Estudos revelam que uma pessoa ativa, em constante atividade física ou motivada com as tarefas cotidianas, ao se deparar com a baixa temperatura, poderá ter sua rotina de vida alterada a tal ponto que, sofrerá modificações em algumas áreas cerebrais responsáveis pelo equilíbrio e bem estar.

Visto que é, inevitável a alteração do humor que favorece os sintomas depressivos.

Isso acontece porque, em temperaturas drasticamente mais baixas, é natural que a movimentação do indivíduo seja reduzida.

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Também podemos identificar a queda da energia, do ânimo e dos impulsos de vontade habituais.

Pois, é um período em que a lentidão do pensamento e o desânimo contribuem para que o indivíduo sinta a necessidade do isolamento social.

Um dos fatores de intensa aplicabilidade no surgimento e potencialização da depressão. Além disso, neste período sazonal do ano, também temos as baixas luminosidades.

Em alguns momentos do dia, o sol frio desaparece, o céu fica escuro e parece que a noite se antecipou. Mas um indicativo clássico da manifestação depressiva. A explicação biológica para este fenômeno é a detecção da baixa luminosidade por algumas áreas específicas do nosso cérebro, o hipotálamo e o pineal, que também regulam o ciclo de humor no organismo.

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A falta de luminosidade também causa mudanças na melatonina, hormônio secretado pelo cérebro durante a noite e inibido pela manhã, quando o sol nasce. Por isso, as pessoas permanecem no padrão noturno, o que causa sonolência, cansaço, irritação, tristeza e fome maior do que o normal.

Enfim, como evitar esse desânimo ou tristeza nesses períodos?

O ideal é fazer caminhadas ao ar livre bem agasalhado, sem desanimar e deixar a preguiça de lado e apostar nos exercícios físicos, que estimulam a liberação de endorfinas, hormônio ligado à sensação de prazer, que vai melhorar o humor e afastar pensamentos negativos.

O importante é não ficar parado. Cancelar compromissos por conta do desânimo pode ser prejudicial a sua autoestima.

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É preciso atribuir significados positivos ao frio. Portanto, tente ser otimista pensando em boas memórias dos momentos frios e em casos mais extremos, busque a terapia para encontrar um equilíbrio emocional.

Dra. Andréa Ladislau / Psicanalista

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Saúde mental: 6 sinais de que seu filho precisa de ajuda

Segundo estudo do Instituto de Psiquiatria da USP, no Brasil, cerca de 26% de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos apresentam sintomas clínicos de ansiedade e depressão, necessitando de tratamento especializado. Já uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas pela Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), revelou que 60% dos jovens entre os 12 e os 18 anos têm queixas relacionadas à saúde mental.

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O quadro piorou com o retorno às aulas presenciais. Só em São Paulo, 70% dos estudantes relatam sintomas de depressão e ansiedade, de acordo com o mapeamento realizado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, envolvendo 642 mil alunos no âmbito do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

Do grupo avaliado, um em cada três estudantes afirmou ter dificuldades para conseguir se concentrar no que é proposto em sala de aula, outros 18,8% relataram se sentir totalmente esgotados e sob pressão, enquanto 18,1% disseram perder totalmente o sono por conta das preocupações e 13,6% afirmaram a perda de confiança em si.

Para a Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra da Infância e Adolescência na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o contexto atual é resultado dos efeitos da pandemia.

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“Os jovens sofreram impactos muito negativos com as bruscas mudanças na rotina escolar e social. São indivíduos em pleno desenvolvimento neuropsicomotor, em fase de descobertas, experiências e formação de identidade. Na pandemia, esse processo natural foi rompido, somado ainda a todo o estresse gerado pelo momento. O resultado foi o comprometimento da saúde mental, como fobias, ansiedade e transtornos mais graves. Para os jovens, o retorno à rotina ‘normal’ não foi assimilado, dado o fato de que muitos ainda estão lidando com os prejuízos sociais e psicológicos da pandemia”.

Como identificar sinais de alerta e promover ajuda  

Os pais precisam reconhecer as alterações de comportamento dos filhos, validar essas alterações e retransmitir a eles respostas que possam gerar segurança, além de buscar ajuda médica, caso seja preciso.

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Para auxiliar, a psiquiatra Danielle Admoni lista alguns dos principais sinais que merecem atenção:

Autolesão ou comportamento autodestrutivo

Quando a criança ou o adolescente tem tendência a se machucar intencionalmente, é motivo para preocupação. Normalmente, a autolesão está relacionada à incapacidade de gerir as emoções, fazendo da dor uma maneira de camuflar os pensamentos dos quais ele não sabe lidar. O comportamento também pode ser uma forma negativa de querer chamar a atenção, como um pedido de ajuda.

Isolamento no mundo virtual

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Outro ponto importante é quando o virtual começar a se sobrepor ao mundo real. “É um sinal da perda de interesse em sair com amigos e familiares, e praticar as atividades que antes lhe davam prazer. Em pouco tempo, as telas acabam se tornando a maior (e talvez a única) fonte de prazer, fazendo com que o jovem perca o vínculo com as pessoas e deixe de vivenciar as experiências do mundo real”, pontua Danielle Admoni.

Dores e alterações no organismo

Sentir mal-estar frequentemente, e sem causa específica, pode ser sintoma de depressão ou outro transtorno. O indivíduo costuma sentir dor nas articulações e nos membros, dores nas costas, problemas gastrointestinais, cansaço excessivo, alterações da atividade psicomotora e alterações do apetite (seja comendo mais do que o normal ou menos que o de costume).

Alterações de humor

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Todo mundo tem alterações de humor, afinal, é impossível ser alegre o dia inteiro ou todos os dias. Entretanto, se você percebe que seu filho vem apresentando sentimentos contínuos de desânimo, tristeza, culpa, desmotivação, choro excessivo, apatia, irritação, baixa autoestima, angústia e inquietude, a ponto de torna-lo incapacitado para realizar suas tarefas cotidianas, registre como mais um sinal de alerta para um possível transtorno.

Segundo a psiquiatra, o misto de emoções acaba confundindo o próprio jovem, agravando o quadro. “A sensação de descontrole dos próprios sentimentos pode levar à violência em pessoas predispostas a esse comportamento, principalmente se confrontadas com frustrações”, afirma Danielle Admoni.

Distúrbios do sono

Esse é um critério importante no diagnóstico de vários tipos de transtornos, incluindo a depressão. Fique atento tanto na insônia como na hipersonia, quando há sonolência diurna excessiva e/ou duração excessiva do sono.

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Queda no rendimento escolar

Outro sinal-chave para identificar que há algo de errado. A depressão, por exemplo, altera a forma e velocidade do raciocínio, além da concentração. Também demonstra desinteresse pelos estudos, atividades escolares e até a vontade de ir à escola.

“Em meio a essas situações, fica evidente a importância do suporte familiar, do acolhimento, do incentivo às atividades de lazer, do estabelecimento de uma rotina saudável (alimentação, sono e exercícios). Um bom exemplo é nunca menosprezar o que seu filho está sentindo. Mostre que você entende seus sentimentos. Essa postura fará com que ele sinta abertura para expor suas emoções. E quando ele te procurar, dê total atenção. Ouça tudo até o final, sem interrupções. Deixe para emitir suas opiniões somente quando tiver certeza de que ele disse tudo o que precisava. Por fim, seja sempre afetuoso e mostre que você é um suporte. Assim, seu filho saberá que tem em você alguém a quem recorrer. Vale lembrar que ao considerar o possível desenvolvimento de um transtorno mental, é preciso usar o bom senso e ter em mente que a última palavra sempre deve ser de um psicólogo clínico ou de um psiquiatra”, finaliza Danielle Admoni.

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Pesquisa da UFSCar busca compreender impactos da violência obstétrica na saúde mental das mulheres

Estudo promove encontros online gratuitos para suporte e compartilhamento de experiências entre as participantes

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Compreender os impactos da violência obstétrica na saúde mental materna e a sua expressão na vida cotidiana destas mulheres: este é o objetivo central de uma pesquisa de Iniciação Científica (IC) desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além do recrutamento de voluntárias, o estudo promoverá encontros online, entre os dias 2 e 23 de maio, para que as participantes possam compartilhar experiências e receber suporte em suas vivências. As interessadas em participar da pesquisa devem se inscrever até amanhã, dia 29 de abril.

O estudo é realizado pela graduanda em Terapia Ocupacional da UFSCar Esther Lopes, sob a orientação das professoras Jamile Bussadori, do Departamento de Enfermagem, e Sabrina Ferigato, do Departamento de Terapia Ocupacional da Instituição.

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De acordo com a Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência, a violência obstétrica refere-se à apropriação do corpo e de processos reprodutivos das mulheres por profissionais de saúde, expressa através de um tratamento desumanizador, em um abuso de medicalização e de patologização dos processos naturais, ocasionando em perda de autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente a qualidade de vida das mulheres. Segundo Esther Lopes, estudos já realizados sobre a temática evidenciam a violência obstétrica como fator de risco para estresse pós-traumático após o parto, bem como as correlações dessa violência com impactos psicológicos e na criação de vínculo com os filhos, uma vez que deixa marcas no inconsciente, nas memórias, lembranças, nas emoções, nos momentos revividos individualmente.

Nesse contexto, a pesquisadora destaca a importância do estudo para a compreensão acerca das diversas repercussões da violência obstétrica no cotidiano das mulheres que a vivenciam, bem como a escassez de estudos sobre a violência obstétrica na área de Terapia Ocupacional. “Espera-se que sejam possíveis encontrar correlações entre a violência obstétrica e a ocorrência de impactos na saúde mental e, consequentemente, na vida cotidiana das mulheres que são vítimas dela”, relata Lopes sobre a expectativa da pesquisa.

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Além do desenvolvimento da pesquisa, também será realizado um grupo focal, com encontros online semanais, entre 2 e 23 de maio, com duas horas de duração. A partir desses momentos, a expectativa é identificar a pluralidade de perspectivas e modos de lidar com a violência através do compartilhamento de experiências, a promoção de trocas entre as participantes e o oferecimento de suporte acerca das vivências das mulheres vítimas da violência obstétrica. “Espero que nesses encontros sejam criados espaços de expressão e trocas que possibilitem dar voz e empoderamento a estas mulheres, de forma a ressignificar os processos de enfrentamento desta violência”, expõe.

Para a pesquisadora, o combate à violência obstétrica se dá pela conscientização de profissionais e futuros profissionais de saúde sobre a importância da humanização do cuidado e do oferecimento de uma assistência baseada em evidências, possibilitando o protagonismo da gestante durante o cuidado pré-natal, durante o parto e puerpério. “Ademais, também considero a luta de mulheres e profissionais da assistência por um parto humanizado de extrema importância, uma vez que a busca por direitos, os relatos de mulheres vítimas de violência obstétrica e a sensibilização sobre o tema contribuem para a construção de uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada”, conclui a graduanda da UFSCar.

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Interessadas em participar da pesquisa devem preencher este formulário (https://bit.ly/3kjgl2o) até amanhã, dia 29 de abril. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 55138421.8.0000.5504).

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Surto de ansiedade coletiva: psicanalista alerta para possíveis danos emocionais dos jovens após longo período de isolamento

Um fato inusitado e assustador aconteceu na última semana com estudantes de Recife: um surto coletivo de ansiedade atingiu, pelo menos 20 crianças e jovens de uma escola. Por mais estranho que possa parecer, situações como essa são passíveis de acontecer, principalmente, após um longo período de isolamento, no qual essas crianças estavam impossibilitadas da convivência no ambiente acadêmico.

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Conforme relatos noticiados, a crise coletiva de ansiedade provocou sintomas diversos nos estudantes: sudorese, falta de ar, baixa saturação, pânico, taquicardia, crises de choro, tremores e medo intenso. Uma crise em cadeia que gerou insegurança ao corpo docente da instituição de ensino, assim como nos pais e responsáveis.

Esse fenômeno psicológico pode estar associado à retomada das aulas presenciais após dois anos de estudos remotos.  Retomar o ritmo normal de um ano letivo, suscita aspectos desafiantes em relação ao impacto desse processo. Já que, tanto alunos, docentes e responsáveis, viveram desafios estruturais e emocionais importantes no momento de isolamento.

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Visto que, não há dúvidas quanto a sensibilidade, insegurança e ansiedade de todos em relação aos acontecimentos dos últimos anos. Já que o trabalho pedagógico, assim como diversas outras atividades, precisou ser reinventado e readaptado.

A preocupação com a segurança e saúde aumenta a cada dia e demonstra a real necessidade de uma escuta ativa e acolhimento intenso destes estudantes. Jovens que estão se readaptando à essa retomada.

Psicanaliticamente falando, temos que ressaltar o aspecto relativo à criação de expectativas. Os alunos desejam, assim como os adultos a normalidade, onde possam desenvolver o senso de pertencimento, socializar e interagir com pessoas de sua idade.

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E como o momento ainda é bastante delicado, toda e qualquer anormalidade pode provocar um descontrole e desequilíbrio em todos os envolvidos.

A grande questão é que, os alunos são sujeitos envolvidos na dura missão de tentativa de controle de suas emoções, dúvidas e medos. Desafiados a uma nova adaptação cotidiana que não alimente, de modo geral, um pânico crescente, através da busca por uma racionalidade.

Afinal, é preciso estar preparado emocionalmente para essa retomada. A priorização do material humano e a cautela, complementam a necessidade de encontrarmos respostas e acolhimento dentro de todo esse contexto.

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Enfim, mais um caso que exemplifica a necessidade de se cuidar e favorecer a saúde mental.

Estamos todos sujeitos a algum tipo de transtorno. Além disso, se a escola é feita de pessoas, uma coisa é certa: não se pode negligenciar a vulnerabilidade e a necessidade de se construir conteúdos afetivos que sustentem o atendimento a uma demanda legitimada pela preocupação dessas famílias, pela ansiedade dos alunos e pelo desejo em voltar a uma normalidade tão almejada por todos.

Fato é que, essa crise de ansiedade coletiva demonstra e dá sinais da devastação emocional que evidencia a elevação dos casos de transtornos psíquicos, como: depressão, fobias e pânico.

Uma constatação que aciona o botão vermelho de alerta para que sejam levadas em consideração, as dores internas de cada um. Ou seja, é preciso atender ao coletivo de forma segura, saudável, empática e com muito afeto.

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