Arquivo da tag: UFSCar

UFSCar desenvolve pesquisa sobre violência em relacionamentos

Interessados em participar de estudo na área da Psicologia podem responder questionário online

Anúncios
Anúncios

O que são esquemas iniciais desadaptativos e como são encontrados em pessoas que se envolveram em relacionamentos com violência? Para investigar essa relação, uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) na área da Psicologia está convidando voluntários que tenham ou não sofrido algum tipo de violência para responderem um questionário online. 

De acordo com Lívia Polastri Piai, estudante de graduação em Psicologia da UFSCar e responsável pelo estudo, esquemas iniciais desadaptativos são conceitos cunhados pelo psicólogo Jeffrey Young para designar padrões emocionais e cognitivos de característica autoderrotista, que são iniciados no período inicial de desenvolvimento de uma pessoa e são repetidos ao longo da vida. “Esses esquemas são formados pela não satisfação de necessidades fundamentais no início da vida, seja ela eliciada por abusos, seja por instabilidade na família de origem ou privação emocional, como também pela superproteção e repressão da espontaneidade da criança”. Segundo a pesquisadora, associados aos esquemas, estão um conjunto de memórias, emoções, sensações corporais e cognições, que geram comportamentos em resposta a eles. 

Anúncios

A pesquisa da UFSCar está buscando identificar quais desses esquemas podem ser encontrados em pessoas que sofreram algum tipo de violência em um relacionamento. Para Lívia Piai, a investigação da violência dentro de relacionamentos é um tema que tem ganhado destaque dentro dos debates atuais, sobretudo em relação à vitimização de mulheres. “A violência se apresenta de diversas formas, podendo ser de ordem física, psicológica, sexual, patrimonial e tem, predominantemente, mulheres como vítimas”, detalha. Assim, o trabalho quer “contribuir com a compreensão da dinâmica dos relacionamentos com violência pela investigação dos aspectos cognitivos que os mantêm: os esquemas iniciais desadaptativos (EIDs), buscando identificar quais deles estão mais frequentemente presentes em vítimas dessas relações”. 

Dessa forma, o estudo “objetiva, também, contribuir com o corpo de literatura dos EIDs em relacionamentos com violência, visto que, apesar de pouco estudado, esse é um problema de gravidade notável e que, sob a perspectiva da Teoria dos Esquemas, pode proporcionar grandes avanços no desenvolvimento de tratamentos”, complementa a estudante de Psicologia. Ela conta que “existem 18 esquemas iniciais desadaptativos, estando divididos em cinco domínios. O tratamento, a partir da Terapia de Esquemas, mostra-se promissor ao propor uma ruptura da perpetuação esquemática, quebrando ciclos repetitivos e buscando uma mudança integrativa”.

Anúncios

Como participar

Os requisitos para os participantes são: ter mais de 18 anos e estar ou ter estado em um relacionamento de no mínimo três meses. Não há restrições de gênero e orientação sexual, e não é necessário que tenha havido violência no relacionamento. 

Os dados são anônimos e não serão divulgados. O questionário fica aberto durante o mês de dezembro e pode ser acessado no link https://bit.ly/3VlTDaT. O tempo estimado de resposta é de 20 minutos. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos contatos da pesquisadora que constam no formulário.

Anúncios

O estudo, intitulado “Esquemas iniciais desadaptativos e violência entre parceiros íntimos”, tem orientação da professora Sabrina Mazo D’Affonseca, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, e apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 54303921.6.0000.5504)

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

UFSCar lança Mapeamento das entidades do setor audiovisual no Brasil

Pesquisa coletou dados junto às entidades representativas para entender níveis de atuação, desafios e perspectivas para amparar políticas para o setor

Anúncios

Um terço das entidades de audiovisual do Brasil está concentrada no estado de São Paulo. Apesar da concentração geográfica, 48% têm atuação de abrangência nacional. Além disso, todas as 27 unidades da federação têm ao menos uma entidade atuando, mesmo que sediada em outro estado; 31% das entidades atuam também fora do País. Esses são alguns dos dados levantados pelo Mapeamento das Entidades Representativas do Setor Audiovisual no Brasil, finalizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e disponível em https://bit.ly/3MEzysF.  

O documento, desenvolvido pela professora Alessandra Meleiro, do Departamento de Artes e Comunicação (DAC) da Universidade, foi lançado, na Expocine 2022, em São Paulo, no último dia 22 de setembro. Segundo a pesquisadora responsável, a etapa quantitativa do Mapeamento foi realizada entre dezembro de 2021 e março de 2022. “As informações obtidas são de extrema importância para identificar os tipos e níveis de atuação das entidades do setor audiovisual, de forma a fornecer subsídios para a formulação de diretrizes e políticas para um aperfeiçoamento da ação pública destas entidades no País e no município de São Paulo”, comenta a docente.

Anúncios

O Mapeamento coletou informações das entidades representativas do setor audiovisual (Associações, Sindicatos Patronais, Sindicatos dos Técnicos, Coletivos, Fóruns, Conselhos de Cultura, dentre outras – formalizadas ou não), de todos os níveis de abrangência (nacionais, regionais, estaduais, municipais) e de todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual.

Objetivos

O Mapeamento buscou, entre outros pontos, identificar quantas e quais são as entidades, a quem representam e como se articulam/articularam; buscou também entender os perfis de atuação, suas principais características e contribuições para o setor; analisar a sustentabilidade econômica das entidades; e avaliar a crise vivida no setor, em especial o impacto da pandemia do Covid-19 e as articulações em torno da Lei Aldir Blanc de apoio à cultura. 

Anúncios

O documento ainda traça as perspectivas futuras e a agenda de pautas das entidades (em curto, médio e longo prazos), bem como identifica os principais desafios do setor, as articulações políticas e os níveis de ação de advocacy (conjunto de ações que visa influenciar ou implementar políticas públicas que atendam às necessidades do setor audiovisual), nos âmbitos municipal, estadual e federal. Por fim, o estudo buscou identificar os níveis de atuação das entidades que operam no município de São Paulo com a Spcine (Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo).

A iniciativa contou com o apoio do Centro de Análise do Cinema e do Audiovisual (CENA) da UFSCar e com o patrocínio da Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo, vinculada à Prefeitura do município. O Mapeamento das Entidades Representativas do Setor Audiovisual no Brasil pode ser acessado na íntegra no link https://bit.ly/3MEzysF ou no site www.cena.ufscar.br. Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com a professora Alessandra Meleiro, pelo e-mail ameleiro@iniciativacultural.org.br.

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Dia Nacional da Vacinação: UFSCar promove conversa com pesquisadora para esclarecer dúvidas da população

Encontro online ocorre em 17 de outubro, às 11 horas, e é aberto ao público

Anúncios

Em alusão ao Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, o Instituto da Cultura Científica (ICC) e a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizam conversa online para falar sobre a importância da imunização pela população.

O encontro acontece às 11 horas e terá a presença de Monika Wernet, docente no Departamento de Enfermagem (DEnf) da UFSCar, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da Instituição e atuante na disciplina de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente.

Na ocasião, a pesquisadora esclarecerá dúvidas sobre a vacinação e abordará o cenário atual da imunização no Brasil, que tem trazido preocupações.

Anúncios

A baixa cobertura vacinal é uma delas, que deixa a população – em especial, o público infantil – mais vulnerável a doenças antes já erradicadas no País, como sarampo, meningite e poliomielite (paralisia infantil) – esta última, com apenas 63% de crianças de um a cinco anos vacinadas atualmente, muito abaixo da meta do Ministério da Saúde, de 95%. Estas doenças, além de trazerem sequelas, podem ocasionar mortes.

A live será mediada por Gisele Bicaletto, jornalista do ICC e da CCS, e transmitida pelo Instagram, no canal @ufscaroficial. A participação é aberta ao público, que poderá enviar questões à convidada.

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Pesquisa investiga percepção da discriminação racial das crianças

Estudo considera a maneira encoberta como o racismo opera no Brasil

Anúncios

Quando e como crianças começam a perceber situações de discriminação e/ou preconceito étnico-racial? Essa é a questão que norteia uma pesquisa na área da Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que busca fazer um levantamento, via questionário online, junto aos pais de crianças para “identificar exatamente as motivações destes para conversar ou não com seus filhos sobre a discriminação étnico-racial”, explica Juliana Almeida Rocha Domingos, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar e responsável pelo trabalho. De acordo com Domingos, apesar de avanços importantes na pesquisa e intervenção para prevenção do preconceito e da discriminação étnico-racial, ainda há poucos estudos na Psicologia brasileira investigando o tema.

“Um dado relevante para se compreender o desenvolvimento dessa percepção diz respeito ao perfil das famílias (de crianças brancas e negras) que conversam sobre essas situações desde cedo e ao conteúdo e forma dessas conversas. Estudos realizados com crianças norte-americanas têm demonstrado que o contexto familiar influencia a habilidade das crianças de reconhecer a discriminação racial direcionada a elas ou a terceiros”, relata a pesquisadora, que considera em sua investigação a maneira encoberta como o racismo opera no Brasil e a escassez de estudos sobre o tema na Psicologia brasileira.

Anúncios

Conforme explica, o “estudo pretende contribuir para o avanço da pesquisa sobre desenvolvimento sociocognitivo no Brasil, em especial, ao fornecer dados inéditos sobre como e com que frequência pais de crianças brancas e negras conversam com seus filhos sobre discriminação/preconceito racial. Esperamos que esses dados possam embasar intervenções futuras voltadas para a prevenção e enfrentamento do preconceito/discriminação racial junto a crianças pequenas”.

Como participar

O estudo está convidando mães e pais de crianças de 6 a 11 anos para responder a um questionário composto por 15 perguntas de múltipla escolha (incluindo perguntas sobre o perfil étnico-racial do respondente, de seu cônjuge e dos filhos) e três perguntas abertas. O questionário está disponível em https://bit.ly/3PSaTBf. É garantido o sigilo de todas as informações e toda a participação é online.

Anúncios

O trabalho, intitulado “Atitudes parentais sobre a percepção de discriminação racial em crianças”, conta com a assistente de pesquisa, Luana Barretto, graduanda do curso de Psicologia da UFSCar, e orientação da professora Debora de Hollanda Souza, do Departamento de Psicologia (DPsi) da Universidade. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos e-mails da professora Débora Souza (debhsouza@ufscar.br), da pesquisadora Juliana Domingos (jrocha@estudante.ufscar.br) ou com a assistente de pesquisa Luana Barretto (luana.barretto@estudante.ufscar.br). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 56253822.0.0000.5504).

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Pesquisa da UFSCar avalia transição para a vida adulta de jovens com paralisia cerebral

Jovens de todo o Brasil podem participar online e gratuitamente

Anúncios

Compreender como está sendo a transição para a vida adulta de jovens com paralisia cerebral (PC) é o objetivo principal de pesquisa que está sendo desenvolvida por integrantes do Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (LADI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O estudo está recrutando voluntários de qualquer região do Brasil para participação remota.

A pesquisa é feita pela doutoranda Camila Araújo Santos Santana, sob orientação de Ana Carolina de Campos, docente do Departamento de Fisioterapia (DFsio) da UFSCar, e tem parceria com pesquisadores do Canadá e Holanda, que já pesquisam sobre o tema em países desenvolvidos.

Anúncios

A paralisia cerebral é uma condição de saúde crônica de origem na infância. Estudos apontam que, devido à melhora nos cuidados em saúde, as pessoas com PC estão atingindo a vida adulta em maiores proporções, em comparação com décadas anteriores. “O processo de se tornar adulto, chamado de transição para a vida adulta, ocorre principalmente durante a adolescência, e é desafiador para todos, mas pode ser ainda mais complexo para jovens com deficiência, como a PC. Isso acontece porque estes jovens precisam lidar com questões relacionadas à própria deficiência e com diversos fatores contextuais, como suporte social, acesso ao mercado de trabalho e serviços de saúde específicos para as demandas desta fase da vida”, explica Camila Araújo Santana.

De acordo com a pesquisadora, atualmente no Brasil, são quase inexistentes dados publicados sobre os múltiplos fatores envolvidos no processo de transição para a vida adulta de indivíduos com PC, sendo a maioria das pesquisas focadas na infância e início da adolescência. “Esta falta de evidência científica impossibilita o entendimento sobre as barreiras e facilitadores que afetam a vida desses indivíduos, limitando a adequação e o desenvolvimento de serviços e políticas públicas voltadas para este público no nosso País”, reflete. A doutoranda da UFSCar acrescenta que esse cenário pode limitar o desenvolvimento mais saudável e participativo desses indivíduos na sociedade, o que seria importante para uma vida adulta com mais qualidade de vida.

Anúncios

Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados jovens com PC, com idades entre 13 e 30 anos, de todas as regiões do Brasil. Os participantes precisam ter autonomia para compreender e se comunicar de alguma forma. Camila Araújo fará as entrevistas online com os participantes sobre 11 diferentes temas, como funcionalidade, autonomia, experiências, qualidade de vida, dentre outros.

Segundo Santana, os participantes da pesquisa terão a oportunidade de desenvolver sua autonomia ao responderem sobre o próprio desenvolvimento, conhecer mais sobre a própria deficiência, e discutir sobre os diversos pontos relacionados ao processo de transição para a vida adulta. Os resultados desse estudo trarão informações inéditas sobre diversos aspectos do desenvolvimento de jovens com PC no nosso País, que poderão servir de base para futuras pesquisas em diversas áreas e para remodelação dos serviços oferecidos para esse público. 

Anúncios

As avaliações serão realizadas até o início de 2023. Os interessados em participar do estudo devem preencher este formulário eletrônico (https://bit.ly/3RQ6VLo). Mais informações sobre a pesquisa e o tema, assim como o contato com os pesquisadores, estão disponíveis no Instagram @futuroavista.transicao ou Facebook (facebook.com/futuroavista.transicao) ou no Instagram do LADI (@ladi_ufscar). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 40161720.1.0000.5504).

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Pesquisa da UFSCar reforça a importância da caderneta de saúde da pessoa idosa

Estudo é voltado à participação de graduandos da área de saúde de todo o Brasil

Anúncios

Uma pesquisa de Iniciação Científica, desenvolvida no Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está convidando graduandos de cursos da área da saúde de todo o País para avaliar o conhecimento deles a respeito da caderneta de saúde da pessoa idosa. O estudo é feito pela estudante de Gerontologia da UFSCar, Luana Rafaela Porcatti, sob orientação de Karina Gramani Say e coorientação de Fabiana Orlandi, docentes do DGero.

De acordo com Karina Say, o acompanhamento adequado da saúde do idoso deve ser feito, conforme preconização mundial, a partir de uma avaliação multidimensional desse paciente, a ser realizada pelo menos uma vez ao ano. “É a partir dessa avaliação que a equipe de saúde cria o plano de cuidado e as unidades e gestores podem se organizar melhor para ações e serviços de apoio para a promoção e assistência à saúde”, explica Say. 

Anúncios

Nesse cenário, a caderneta de saúde da pessoa idosa é a primeira ferramenta para que essa avaliação multidimensional seja feita na Atenção Primária, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. “De posse da caderneta, o idoso atendido em qualquer outro serviço, por qualquer outro profissional especialista ou no hospital, levará todas as informações já preenchidas”, complementa a docente que orienta o estudo.

O objetivo da pesquisa é justamente compreender se os estudantes de cursos da área da saúde conhecem essa caderneta e sua utilização, visto que ela é uma estratégia nacional de saúde da pessoa idosa. “Queremos compreender se os graduandos usam a caderneta durante a graduação nas atividades práticas e de estágio para elaborarem com a equipe o plano de cuidado e, assim, estarem aptos a utilizarem após formados na sua atuação profissional”, afirma.

Anúncios

Para realizar o estudo, estão sendo convidados estudantes de graduação de cursos da área da saúde, a partir de 18 anos, de qualquer instituição brasileira. Interessados devem preencher este formulário eletrônico (https://bit.ly/38hA8ws), que ficará disponível até o mês de junho. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail luanaporcatti@estudante.ufscar.br ou pelo WhatsApp (16) 99615-6299. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 42662321.0.0000.5504).

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Pesquisa da UFSCar busca compreender impactos da violência obstétrica na saúde mental das mulheres

Estudo promove encontros online gratuitos para suporte e compartilhamento de experiências entre as participantes

Anúncios

Compreender os impactos da violência obstétrica na saúde mental materna e a sua expressão na vida cotidiana destas mulheres: este é o objetivo central de uma pesquisa de Iniciação Científica (IC) desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além do recrutamento de voluntárias, o estudo promoverá encontros online, entre os dias 2 e 23 de maio, para que as participantes possam compartilhar experiências e receber suporte em suas vivências. As interessadas em participar da pesquisa devem se inscrever até amanhã, dia 29 de abril.

O estudo é realizado pela graduanda em Terapia Ocupacional da UFSCar Esther Lopes, sob a orientação das professoras Jamile Bussadori, do Departamento de Enfermagem, e Sabrina Ferigato, do Departamento de Terapia Ocupacional da Instituição.

Anúncios

De acordo com a Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência, a violência obstétrica refere-se à apropriação do corpo e de processos reprodutivos das mulheres por profissionais de saúde, expressa através de um tratamento desumanizador, em um abuso de medicalização e de patologização dos processos naturais, ocasionando em perda de autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente a qualidade de vida das mulheres. Segundo Esther Lopes, estudos já realizados sobre a temática evidenciam a violência obstétrica como fator de risco para estresse pós-traumático após o parto, bem como as correlações dessa violência com impactos psicológicos e na criação de vínculo com os filhos, uma vez que deixa marcas no inconsciente, nas memórias, lembranças, nas emoções, nos momentos revividos individualmente.

Nesse contexto, a pesquisadora destaca a importância do estudo para a compreensão acerca das diversas repercussões da violência obstétrica no cotidiano das mulheres que a vivenciam, bem como a escassez de estudos sobre a violência obstétrica na área de Terapia Ocupacional. “Espera-se que sejam possíveis encontrar correlações entre a violência obstétrica e a ocorrência de impactos na saúde mental e, consequentemente, na vida cotidiana das mulheres que são vítimas dela”, relata Lopes sobre a expectativa da pesquisa.

Anúncios

Além do desenvolvimento da pesquisa, também será realizado um grupo focal, com encontros online semanais, entre 2 e 23 de maio, com duas horas de duração. A partir desses momentos, a expectativa é identificar a pluralidade de perspectivas e modos de lidar com a violência através do compartilhamento de experiências, a promoção de trocas entre as participantes e o oferecimento de suporte acerca das vivências das mulheres vítimas da violência obstétrica. “Espero que nesses encontros sejam criados espaços de expressão e trocas que possibilitem dar voz e empoderamento a estas mulheres, de forma a ressignificar os processos de enfrentamento desta violência”, expõe.

Para a pesquisadora, o combate à violência obstétrica se dá pela conscientização de profissionais e futuros profissionais de saúde sobre a importância da humanização do cuidado e do oferecimento de uma assistência baseada em evidências, possibilitando o protagonismo da gestante durante o cuidado pré-natal, durante o parto e puerpério. “Ademais, também considero a luta de mulheres e profissionais da assistência por um parto humanizado de extrema importância, uma vez que a busca por direitos, os relatos de mulheres vítimas de violência obstétrica e a sensibilização sobre o tema contribuem para a construção de uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada”, conclui a graduanda da UFSCar.

Anúncios

Interessadas em participar da pesquisa devem preencher este formulário (https://bit.ly/3kjgl2o) até amanhã, dia 29 de abril. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 55138421.8.0000.5504).

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Estudo investiga a segurança do uso de nanopartículas industriais

Material foi testado visando entender quais possíveis danos podem causar no organismo

Anúncios

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), em parceria com o Laboratório de Inflamação e Doenças Infecciosas (LIDI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenado pela professora Fernanda de Freitas Anibal, do Departamento de Morfologia e Patologia (DMP), têm desenvolvido diversas investigações sobre a segurança do uso de nanopartículas industriais.

Em trabalhos publicados recentemente, os pesquisadores relatam os resultados da avaliação de segurança das nanopartículas de carbono black modificado com etilenodiamina (CB-EDA), de Dióxido de titânio (TiO2) e os nanotubos de carbono (OCNT-TEPA), todas caracterizadas pela equipe do CDMF.

As nanopartículas foram testadas em uma linhagem celular de fibroblastos de camundongos, buscando entender quais possíveis danos esses materiais podem causar no organismo. Os fibroblastos foram as células escolhidas para os testes pelo fato de estarem distribuídas por todo o organismo e apresentarem um papel importante nos processos inflamatórios.

Anúncios

Utilizando técnicas que analisaram a viabilidade celular, as vias de estresse oxidativo, vias inflamatórias e morte celular, o grupo identificou que, em concentrações maiores, essas nanopartículas são tóxicas. O mecanismo elucidado demostra que as nanopartículas podem interagir com os lipídeos da membrana celular por meio dos elétrons presentes na superfície da nanopartícula, podendo, inclusive, penetrar a célula. Tal efeito pode gerar um sinal para a célula desencadear processos fisiológicos e genéticos de proteção.

As espécies reativas de oxigênio (EROs) são sintetizadas normalmente pela célula e são responsáveis por manter a homeostase (equilíbrio) celular. Quando a célula sofre um estresse, a interação ou entrada da nanopartícula por exemplo, há aumento das EROs. O mesmo ocorre com as espécies reativas de nitrogênio (ERNs). O aumento dessas leva à inibição da função mitocondrial e mais aumento de EROs. Como consequência, ocorre ativação de genes repressores, danos no DNA e síntese de citocinas inflamatórias, como o TNF-α e a IL-6.

Anúncios

Os resultados apontaram que as 3 nanopartículas testadas apresentam potencial para causar um aumento significativo na síntese de EROs, ERNs, TNF-α e IL-6, levando à morte celular por apoptose em concentrações superiores a 250 µg/mL de nanopartícula de carbono e superiores a 10 µg/mL de nanopartículas de titânio.

As pesquisas foram reportadas nos artigos “Analysis of cytotoxicity and genotoxicity in a short-term dependent manner induced by a new titanium dioxide nanoparticle in murine fibroblast cells” e “New Multi-Walled carbon nanotube of industrial interest induce cell death in murine fibroblast cells”, ambos publicados no períódico Toxicology Mechanisms and Methods, e, por fim, “Apoptosis and Oxidative Stress Triggered by Carbon Black Nanoparticle in the LA-9 Fibroblast”, publicado no periódico Cellular Physiology and Biochemistry. Mais informações no site do CDMF (www.cdmf.org.br).

Anúncios

CDMF

O CDMF, sediado na UFSCar, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e recebe também investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN).

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Pesquisadores da UFSCar se envolvem em projetos de recuperação pós-Covid

Propostas foram contempladas em duas chamadas da Fapesp, nas áreas de Sociologia, Ciências Agrárias, Educação e Saúde

Anúncios

Quatro projetos de pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foram aprovados em chamadas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) voltadas a propostas relacionadas ao cenário pós-Covid-19.

Com o tema “Recuperação, renovação e resiliência no mundo pós-pandemia”, a chamada Trans-Atlantic Platform apoia iniciativas em Ciências Humanas e Sociais que fortaleçam práticas e políticas sociais a partir da compreensão e da mitigação dos efeitos da pandemia.

Da UFSCar, foi contemplado, na área de Sociologia, o projeto “Cidadania dos povos da floresta como forma de resiliência aos desastres: aprendizados da Covid-19”. Tem, como pesquisador responsável, Luke Parry, da Lancaster University, do Reino Unido; e, como pesquisadores principais, Peter Newton, da University of Colorado Boulder, dos Estados Unidos, e Rodrigo Constante Martins, docente no Departamento de Sociologia (DS) da UFSCar.

Anúncios

Segundo Martins, nos estados amazônicos, estima-se que as taxas de mortalidade por Covid-19 em 2020 foram até 44% superiores às registradas nos estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

“Apesar de os povos tradicionais da Amazônia serem vulneráveis aos danos da pandemia e medidas de controle relacionadas – devido a marginalização, pobreza e informalidade, acesso limitado a cuidados de saúde de qualidade e iniquidades de saúde existentes -, eles também revelam, em sua história, a resiliência ante o abandono do poder público e a ofensiva de grupos econômicos interessados na exploração dos recursos da floresta”, registra.

Nesse sentido, o projeto visa compreender como os povos da floresta produzem atos de cidadania (que envolvem processos políticos para exigir reconhecimento e reivindicar direitos constitucionais) ante à realidade pandêmica. “Lançar luz ao tema implica em observar novos modos de produção da política e ressignificar noções como autoridade, governo, cidadania e sociedade”, sintetiza o pesquisador.

Anúncios

Já a chamada UN-Research Roadmap financia projetos em diversas áreas relevantes para gestão e mitigação de impactos da pandemia. Pretende, assim, organizar núcleos de conhecimento para facilitar trocas de experiências e induzir síntese de conhecimentos e propostas de políticas públicas.

Da UFSCar, foram três os projetos contemplados. Um deles, de Ciências Agrárias – “Resiliência frente à Covid-19: adaptações para o fortalecimento da agricultura familiar na fronteira agrícola amazônica” -, dialoga com a temática do anterior e tem, como docente responsável, Renata Evangelista de Oliveira, do Departamento de Desenvolvimento Rural (DDR-Ar) do Campus Araras.

A iniciativa propõe uma estratégia de avaliação dos impactos da pandemia em áreas rurais, principalmente sobre a agricultura familiar, bem como da capacidade de recuperação e reinvenção deste setor.

Anúncios

“A área escolhida para o projeto – o território Portal da Amazônia, no Mato Grosso – é um laboratório interessante, pois vivenciou diferentes ciclos econômicos até o estabelecimento da pecuária como base fundamental da economia regional, com altos índices de desmatamento. São pautas atuais, em cenário dinâmico e repleto de incertezas. Por isso, novas formas de se pensar a produção agrícola se mostram necessárias”, avalia a docente.

E complementa: “Nós, pesquisadores e pesquisadoras, precisamos ‘sair da caixinha’ e trabalhar junto à sociedade (e não somente para ela) se realmente quisermos gerar resultados mais alinhados com a realidade e propor políticas públicas eficientes”.

Outro projeto contemplado, em Educação, foi o “Ensino Remoto na era da Computação Ubíqua: análise comparativa dos processos formativos de alunos universitários brasileiros e alemães em tempos de Covid-19”, coordenado por Antônio Alvaro Soares Zuin, com colaboração de Luiz Roberto Gomes, ambos docentes no Departamento de Educação (DEd). Ouça episódio sobre a temática no podcast “Ciência UFSCar”.

Anúncios

O estudo pretende realizar uma análise comparativa entre estudantes do Brasil e da Alemanha em três frentes: relações professores-alunos mediadas por tecnologias digitais; sofrimento psíquico acentuado durante a pandemia; e cidadania digital, que envolve o uso responsável de tecnologia em ambientes virtuais.

“O intuito é produzir dados para um diagnóstico que possibilite a formulação de políticas públicas de inclusão digital e garantias de acesso igualitário à educação de melhor qualidade”, sintetiza Zuin.

Por fim, foi aprovado projeto na área da Saúde – “Desenvolvimento participativo do APP Mental: uma intervenção digital baseada em evidências e centrada no sujeito, voltada para o autocuidado e suporte em saúde mental dos profissionais de saúde da atenção primária do SUS” -, de Jair Borges Barbosa Neto, docente no Departamento de Medicina (DMed).

Para Martins, que também é Pró-Reitor de Pós-Graduação da UFSCar, a aprovação dos projetos corrobora a excelência em pesquisa da UFSCar e é importante sobretudo pela oportunidade de consolidação de novas parcerias entre universidades brasileiras e, também, com instituições do exterior.

Anúncios

No dia 5 de abril, os docentes com as propostas contempladas participam do “Na Pauta”, a partir das 14h15. O programa pode ser assistido nos canais UFSCar Oficial no Facebook e no YouTube.

As listas com todos os projetos selecionados nas chamadas podem ser conferidas no site da Fapesp, nos links: Trans-Atlantic Platform eUN-Research Roadmap.

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com

Dia Mundial da síndrome de Down ou Trissomia 21: Pesquisas da UFSCar partem de demandas cotidianas da comunidade

Estímulo à autonomia, empoderamento de famílias e acesso ao ensino regular são essenciais para melhora da qualidade de vida e fomento à inclusão

Anúncios

No dia 21 de março, é celebrado o Dia Mundial da síndrome de Down, também chamada de Trissomia 21 (T21). A data faz alusão à presença de três cópias do cromossomo 21 nas pessoas com a síndrome.

Na UFSCar, pesquisas buscam respostas a demandas que surgem na prática e apontam três ações para melhora na qualidade de vida de pessoas com Trissomia 21, bem como no fomento à inclusão: estímulo à autonomia e à independência, empoderamento familiar e acesso ao ensino regular.

Márcia Duarte Galvani, docente no Departamento de Psicologia (DPsi) e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Escolarização da Pessoa com Deficiência (GEPEPD) da Universidade, trabalha com o tema há mais de 20 anos e conta que dois projetos de extensão desenvolvidos sob sua coordenação em parceria com o Instituto Conviva Down de Araraquara (SP) – “ABC da inclusão para crianças e adolescentes com síndrome de Down” e “O direito à participação social de jovens e adultos com síndrome de Down”, voltados a pessoas com Trissomia 21, seus familiares e educadores – permitem a escuta sensível de suas necessidades cotidianas.

Anúncios

“Trabalhamos a identidade delas que, juntamente com seus familiares, trazem angústias; nós desenvolvemos os temas colocados em rodas de conversa e, em paralelo, realizamos estudos para entender mais sobre este universo. Pesquisa e extensão estão intimamente relacionadas”, registra a docente.

Segundo a pesquisadora, a autonomia e a independência devem ser fortalecidas desde a infância, por meio de estímulo às habilidades físicas (movimentos do corpo), motoras (coordenação, segurar e manusear objetos) e sociais (empatia, autocontrole, falar e trabalhar em público, resolução de problemas).

Para isso, um primeiro passo é enxergar cada pessoa como única. “Nossos estudos apontam que há habilidades sociais que precisam ser mais ou menos aperfeiçoadas, não podendo generalizá-las. O ideal é detectar as dificuldades individuais e trabalhá-las, sempre com novos incentivos.”

Anúncios

Um exemplo de preocupação, ainda na idade infantil, foi relatado por mães: há filhos que não seguram corretamente o lápis ou a tesoura. “Passamos a trabalhar essas habilidades motoras para que eles utilizem os objetos sozinhos; somente a partir deste passo é possível avançar com a alfabetização”, relata Galvani.

Assim, os projetos de extensão também promovem atividades lúdicas, exercícios de motricidade, estímulo à identidade e a atividades sociais – estas últimas, para os adultos, envolvendo conhecer pessoas, buscar interações e práticas de lazer.

No que tange à socialização, como poucas pessoas com Trissomia 21 chegam ao Ensino Superior – seja por falta de ensino adequado ou de oportunidades -, há uma tendência ao isolamento. “Sem círculo social, não há encorajamento à independência, e o excesso de proteção familiar pode intensificar ainda mais este cenário”, analisa a docente da UFSCar.

Ela exemplifica: “As escolhas precisam partir destas pessoas; ir para bares e restaurantes que as agradam, escolher o que comer, ter uma carteira para colocar o dinheiro, pagar a conta, ou seja, dar oportunidades. São ações que promovemos no grupo e que geram resultados positivos; elas devem ser criadas também por familiares e professores de forma contínua”.

Anúncios

Empoderamento das famílias e acesso ao ensino

Outro ponto importante para o desenvolvimento e a inclusão das pessoas com T21 envolve o empoderamento das famílias.

“Quando nasce uma criança com síndrome de Down, a família passa por etapas que envolvem sentimentos variados, como luto, confusão, aceitação, superproteção, medo da inserção na sociedade e na escola. Por isso, todos precisam de apoio”, destaca a pesquisadora.

Na percepção paterna, o recebimento do diagnóstico muitas vezes não é adequado, devido ao despreparo de profissionais da Saúde, que focam nas limitações da T21. Já os irmãos, ao interagirem, percebem comportamentos desafiadores nas pessoas com Trissomia 21, com os quais não sabem inicialmente como lidar.

Por outro lado, o empoderamento pode trazer bons frutos. “Ao desenvolver habilidades sociais próprias, comprovamos que as mães, por exemplo, auxiliam diretamente no fortalecimento dessas habilidades também em seus filhos com Trissomia 21″, informa.

Anúncios

Nos projetos de extensão, os estudantes do curso de Licenciatura em Educação Especial e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) orientados pela docente empoderam os participantes com apoio e conversas sobre comportamentos e desafios comuns e com conhecimentos sobre a legislação relacionada às pessoas com deficiências e seus direitos, inclusive o de acesso ao ensino, previsto na Lei nº 13.146, de 2015.

A docente avalia que este foi, inclusive, um dos avanços para o público. “Temos hoje, em nossos grupos, adultos com T21 de 40 anos que frequentaram classes especiais por muitos anos – hoje já extintas – e que não aprenderam a ler e escrever. Com o ingresso recente de crianças com deficiência em escolas regulares, detectamos avanço na linguagem e na socialização; o futuro desses jovens certamente será diferente.”

Apesar dos progressos, ainda há vários desafios na Educação para pessoas com Trissomia 21, sobretudo na formação de professores.

Anúncios

Juntamente ao curso de Licenciatura em Educação Especial da UFSCar, os projetos de extensão ajudam a formar os licenciandos desta área, que participam da criação e desenvolvimento das atividades e se inserem na realidade das famílias. No entanto, Galvani considera fundamental incluir disciplinas da Educação Especial como obrigatória em qualquer curso de Licenciatura no País. “Os jovens licenciandos precisam estar preparados para receber estudantes com deficiências em salas de aula, tornando o ensino mais atrativo a eles para, assim, agregar em sua formação e na inclusão”, reforça a docente.

Leia mais notícias em ocuboblog.com e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram, Instagram e Tiktok. Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

Ou mande qualquer quantia pelo PIX para ocuboblog@gmail.com