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Vacina contra COVID-19 desenvolvida por grupos da UFMG, USP e Fiocruz está pronta para testes em humanos

Karina Toledo | Agência FAPESP – Uma nova vacina contra a COVID-19 desenvolvida no Brasil pode começar a ser testada em humanos ainda este ano. O imunizante apresentou bons resultados nos estudos com animais, que foram divulgados este mês na revista Nature Communications. Os cientistas já receberam autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para dar início ao ensaio clínico e aguardam, agora, o sinal verde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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“Já entregamos à Anvisa toda a documentação necessária. A expectativa é que a resposta saia nas próximas semanas. Estamos prontos para começar”, conta à Agência FAPESP Ricardo Tostes Gazzinelli, coordenador do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para desenvolver a formulação vacinal, o grupo coordenado por Gazzinelli fundiu duas diferentes proteínas do SARS-CoV-2: a N (do nucleocapsídeo, estrutura que abriga o material genético do vírus) e uma porção da S (espícula ou Spike) usada pelo patógeno para se ligar e invadir a célula humana. A molécula quimérica resultante recebeu o nome de SpiN. A estratégia teve o objetivo de induzir no organismo a chamada resposta imune celular, ou seja, a produção de células de defesa (linfócitos T) especializadas em reconhecer e matar o novo coronavírus. Em tese, esse tipo de proteção permaneceria eficaz mesmo diante do surgimento de novas variantes.

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“As vacinas para COVID-19 atualmente em uso têm como objetivo principal induzir a produção de anticorpos neutralizantes contra a proteína S, que impedem o vírus de infectar as células humanas. Essa é a chamada resposta imune humoral. Mas, à medida que foram surgindo variantes com muitas mutações na proteína S, os anticorpos foram perdendo a capacidade de reconhecer esse antígeno. Já a proteína N se manteve mais conservada nas novas cepas”, explica a doutoranda Julia Castro, que conduziu os ensaios pré-clínicos sob a orientação de Gazzinelli.

Como explica o pesquisador, que também é professor visitante da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), a vacina baseada na proteína quimérica SpiN não induz, por si só, a produção de anticorpos neutralizantes. No entanto, se usada como dose de reforço, pode estimular tanto a imunidade humoral gerada por vacinação prévia quanto a imunidade celular, conferindo uma dupla proteção.

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Testes de desafio

Os experimentos com animais foram feitos em um laboratório com alto nível de biossegurança instalado na FMRP-USP, graças a uma colaboração com os professores João Santana da Silva e Luiz Tadeu Figueiredo. O trabalho contou com apoio da FAPESP. A pesquisa também recebeu recursos da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), da Prefeitura de Belo Horizonte e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Em uma primeira etapa, a eficácia vacinal foi testada em camundongos geneticamente modificados para expressar a proteína humana ACE2, à qual o vírus se conecta (via proteína S) para infectar a célula hospedeira. Esse modelo mimetiza a forma grave da COVID-19.

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Parte dos animais recebeu duas doses do imunizante, com intervalo de 21 dias, enquanto os demais receberam apenas placebo. Um mês depois, os roedores foram expostos a uma alta carga viral por via intranasal. Diferentes experimentos foram feitos para testar a proteção da vacina contra a cepa selvagem dos SARS-CoV-2 (isolada na China em 2019), contra a variante delta (Índia, 2020) e contra a ômicron (África do Sul, 2021).

“No grupo que recebeu placebo, 100% dos animais infectados com a cepa de Wuhan [China] ou com a delta morreram. Já os camundongos expostos à ômicron não evoluíram para óbito, mas desenvolveram uma patologia significativa no pulmão. No grupo dos imunizados, todos os animais sobreviveram às três cepas e o tecido pulmonar estava muito mais preservado. Além disso, observamos uma redução na carga viral que variou entre 50 e 100 vezes”, conta Castro.

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O passo seguinte foi testar a vacina em um modelo de doença moderada. Para isso, foram usados hamsters, que são naturalmente infectados pelo vírus, mas de forma não muito eficiente. Os animais receberam duas doses do imunizante e, após um mês, foram expostos à cepa de Wuhan ou à delta. Em comparação ao grupo-controle [que recebeu apenas placebo], os vacinados tinham uma carga viral aproximadamente dez vezes menor e menos sinais de dano pulmonar.

Estabilidade e segurança

No Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG foi criada uma plataforma para produzir a proteína quimérica SpiN em culturas de bactérias geneticamente modificadas. Lá também foram feitos os testes de pureza – para garantir que não há contaminantes na formulação – e de estabilidade, que visam descobrir a durabilidade do imunizante em diferentes temperaturas.

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“Os resultados indicam que a vacina se mantém viável por até duas semanas quando armazenada em temperatura ambiente. Se mantida a 4 oC, porém, ela dura ao menos seis meses”, conta Gazzinelli.

Ainda segundo o pesquisador, a segurança e a toxicidade do imunizante foram testadas em experimentos com ratos. “Já temos o lote clínico e concluímos todos os testes necessários para obter a aprovação na Anvisa. Por isso temos a esperança de começar o ensaio clínico em meados de setembro”, diz.

Os testes de fase 1 e 2 – para avaliar a segurança em humanos e a capacidade de induzir a resposta imune – serão feitos na Faculdade de Medicina da UFMG, sob a coordenação dos professores Helton Santiago e Jorge Pinto. A proposta é imunizar indivíduos previamente vacinados contra a COVID-19 (que tenham recebido qualquer um dos imunizantes disponíveis no Brasil há no mínimo seis meses).

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“Será uma dose de reforço. Os voluntários do grupo-controle vão receber a vacina da AstraZeneca. Depois vamos comparar a produção de anticorpos neutralizantes, anticorpos totais contra o SARS-CoV-2 e a resposta de linfócitos T. A expectativa é que a nossa formulação induza uma resposta celular ainda mais forte”, adianta Gazzinelli.

O artigo Promotion of neutralizing antibody-independent immunity to wild-type and SARS-CoV-2 variants of concern using an RBD-Nucleocapsid fusion protein pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41467-022-32547-y.

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Especialista defende que Brasil desenvolva vacina nacional contra a Covid-19

Dra. Ada Alves, da Fiocruz, ressalta em vídeo que as vacinas continuarão necessárias e que o país deve buscar sua autonomia tecnológica

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A demanda por vacinas contra a Covid-19 continuará muita alta provavelmente até o fim do ano que vem, período em que vamos ter que conviver com ondas de infecções ocasionadas pelo aparecimento de novas subvariantes de variantes do vírus SARS-CoV-2. O Brasil precisa desenvolver uma vacina contra a Covid-19 com tecnologia nacional, defende a Dra. Ada Maria de Barcelos Alves, cientista do IOC/Fiocruz, em entrevista em vídeo produzido pelo Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (CRBio-01).

No curto e médio prazos, o Brasil necessitará de um volume muito grande de vacinas para estender a cobertura vacinal, hoje elevada apenas nas áreas urbanas, a todo o seu território continental, segundo a bióloga. Mesmo passada a pandemia, o país precisará manter uma produção regular de vacinas contra a Covid-19.

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“A longo prazo, a comunidade científica acredita que as vacinas contra a Covid-19 vão entrar no sistema de imunizações anuais, como a vacina contra a Influenza. Pelo menos uma vez por ano, a população deve ser imunizada contra o vírus que estaria circulando um pouquinho antes. Mas não estamos nesse estágio e acredito que ainda não estaremos no ano que vem”, afirma a especialista.

A Dra. Ada Alves chefia o Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia de Infecções Virais do IOC/Fiocruz, que está desenvolvendo uma vacina de DNA contra a Covid-19, atualmente em fase de testes em culturas de células no laboratório. Esse é um dos vários projetos de vacinas contra a Covid-19 com diferentes tecnologias em desenvolvimento na Fiocruz, em outros institutos de pesquisa, como o Butantan, e em universidades no Brasil.

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“Precisamos ter a nossa autonomia. A gente precisa desenvolver a nossa vacina, primeiro para ter a garantia de que teremos vacina contra qualquer outra variante que venha a aparecer. Mas também para ter a tecnologia, o know-how, a infraestrutura e pessoas com conhecimento e capacidade para enfrentar outras pandemias que possam vir a surgir”, destaca a bióloga.

Assista ao vídeo de 10 minutos com a entrevista da Dra. Ada Alves: https://www.youtube.com/watch?v=B04bKZMKDa4

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Vacinação contra Influenza e Sarampo é prorrogada até o dia 24 de junho

As campanhas de vacinação contra a Influenza e o Sarampo foram prorrogadas para o dia 24 de junho. Com a prorrogação, o objetivo do Governo do Estado é ampliar a cobertura de imunização nos 217 municípios maranhenses, fortalecendo as estratégias alusivas à 4ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza e à 8ª Campanha Nacional contra o Sarampo.

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“É uma nova oportunidade para aqueles que ainda não garantiram a proteção contra as duas doenças. Assim, reduzimos os novos casos de síndromes gripais, evitando que as pessoas do grupo de risco possam desenvolver quadros mais graves”, afirmou a chefe do Departamento de Controle das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Halice Figueiredo. 

Fazem parte do público-alvo da campanha contra a Influenza: idosos com 60 anos e mais, trabalhadores da Saúde, crianças (de seis meses a menores de 5 anos), gestantes, puérperas, povos indígenas, professores, comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário/Passageiros Urbano e de Longo Curso, trabalhadores portuários, Forças de Segurança e Salvamento, Forças Armadas, funcionários do Sistema de Privação de Liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas. 

Já a campanha contra o sarampo tem como público-alvo trabalhadores da saúde e crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade. Para a vacinação, deve ser apresentado documento oficial com foto e carteira de vacinação. Com o intuito de dar apoio aos municípios da Região Metropolitana, o Governo do Estado tem disponibilizado pontos de vacinação em algumas de suas unidades: Policlínicas Vinhais e Cidade Operária, e os nos Hospitais Dr. Genésio Rêgo, Vila Luizão e Aquiles Lisboa (HAL). 

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O Maranhão já aplicou 749.296 doses contra Influenza (cobertura de 40,90%) e 231.086 doses contra o Sarampo (cobertura de 31,54%). A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90% para Influenza (2.307.415 pessoas) e 95% com a vacina Tríplice Viral (664.326 pessoas). Todos os municípios maranhenses contam com postos de vacinação contra as doenças.

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Estudo reforça a importância de manter máscaras nas escolas

Simulações matemáticas mostram que medidas não farmacológicas bem executadas são capazes de conter a COVID-19 mesmo em cidades com baixa taxa de vacinação. Segundo os autores, porém, a incidência de casos pode chegar a 80% se protocolos preventivos forem abandonados

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André Julião | Agência FAPESP – O uso disseminado de máscaras de alta qualidade, como a N95 e a PFF2, somado ao monitoramento dos casos de COVID-19 e outras medidas não farmacológicas, pode manter muito baixos os níveis de transmissão do novo coronavírus nas escolas até mesmo em cidades com baixa taxa de vacinação. Já em um cenário em que ninguém usa máscaras, variantes mais transmissíveis como a ômicron poderiam infectar até 80% da população. Essas são algumas das conclusões de um estudo publicado na plataforma arXiv em versão preprint (ainda sem revisão por pares).

O trabalho é liderado por pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos.

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“As máscaras de alta qualidade, como PFF2 e N95, são muito eficientes para conter a transmissão e muito baratas, se comparadas ao custo de internação em UTI [unidade de terapia intensiva]”, afirma Tiago Pereira, professor do ICMC-USP e coordenador do estudo.

O trabalho concluiu que o uso de máscaras de má qualidade (como as de pano) por estudantes e profissionais da educação aumentaria em cinco vezes as transmissões em relação ao cenário com escolas fechadas. No caso de os estudantes usarem máscaras consideradas de boa qualidade, como as cirúrgicas (eficácia de filtragem de 50%), e os funcionários das escolas utilizarem as N95 ou PFF2 (que têm 95% de eficácia de filtragem), o aumento da transmissão seria de três vezes, comparado ao período sem aulas presenciais.

As simulações matemáticas que permitiram chegar às conclusões foram baseadas em dados epidemiológicos da COVID-19, de secretarias de saúde e de educação, de um modelo de transmissão em salas de aula por aerossol e de dados de mobilidade de uma população. Além disso, foram incluídas as informações contidas na literatura científica sobre a transmissão do SARS-CoV-2.

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A população que serviu de modelo foi a de Maragogi, no litoral de Alagoas. Com 33 mil habitantes, a cidade tem renda e demografia representativa de cerca de 40% dos municípios brasileiros. Os pesquisadores realizaram uma parceria com essa e outras cerca de cem prefeituras, a fim de coletar dados que pudessem ser usados para guiar políticas públicas, como parte das pesquisas do Grupo de Trabalho ModCovid19.

As simulações foram calibradas ainda para uma cidade grande, tendo Curitiba como modelo. Os resultados foram semelhantes.

Circulação do ar

“Levamos em conta, nas simulações, que as pessoas usam as máscaras corretamente e que a filtragem é aquela fornecida na embalagem pelos fabricantes. O encaixe incorreto da máscara no rosto e outras práticas dos usuários podem diminuir consideravelmente a proteção”, alerta Pereira.

Por isso, o pesquisador acrescenta que os profissionais de educação devem ser treinados para orientar os estudantes sobre o uso correto desses equipamentos de proteção individual.

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O estudo mostra ainda que diminuir o número de alunos por turma não necessariamente restringe o espalhamento do vírus. Uma vez que o patógeno é transmitido por gotículas de saliva, a baixa circulação de ar faz com que as partículas fiquem suspensas por muito tempo, atingindo até mesmo pessoas distantes na sala de aula.

“As salas evoluíram para o conforto térmico, geralmente têm ar-condicionado, então a troca de ar é muito baixa. Isso é desastroso para a transmissão da COVID-19”, afirma o pesquisador. Para se ter uma ideia, em outro estudo do grupo, foi constatado que as feiras livres não ofereciam risco maior de transmissão por estarem a céu aberto.

Ainda que as medidas não farmacológicas possam ser bastante eficazes se bem executadas, mesmo em ambientes fechados, a vacinação continua sendo um fator de bloqueio das transmissões, principalmente para os professores.

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Estudo publicado na revista Science já mostrou que educadores que dão aulas presenciais têm até 1,8 vez mais chances de se infectarem do que aqueles que trabalharam exclusivamente on-line. O fato de normalmente falarem alto e transitarem de uma sala de aula para outra faz com que sejam vetores importantes de transmissão do SARS-CoV-2. Por isso, a vacinação desses profissionais deve ser priorizada.

Além da melhoria da circulação do ar nas salas, os autores do estudo brasileiro afirmam que medidas como isolamento de estudantes e profissionais de educação expostos ao vírus, vacinação de grupos de risco e monitoramento de casos contribuem para a diminuição de novas infecções.

O trabalho tem entre os coautores pesquisadores de Alagoas, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, além de Itália, Alemanha e Chipre. A pesquisa teve apoio da FAPESP por meio de bolsa de doutorado concedida a Edmilson Roque dos Santos.

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O artigo Quantifying protocols for safe school activities, ainda sem revisão por pares, pode ser lido em: arxiv.org/abs/2204.07148.

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Vacina contra a gripe é oferecida para idosos no Centro Social dos Servidores

Servidores estaduais aposentados poderão se vacinar contra a gripe no Centro Social dos Servidores. A imunização estará disponível nos dias 6, 9 e 10 de maio, e é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). A vacina será aplicada nos turnos matutino e vespertino, das 08h às 17h.

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O objetivo da ação é ampliar a cobertura vacinal contra a gripe entre a população acima de 60 anos. A imunização é parte do calendário anual de atividades do Programa de Ação Integrada para o Aposentado (PAI), desenvolvido pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev). A coordenadora do PAI, Arlete Pontes, afirma que realizar a ação num espaço que já é referência para as pessoas amplia a adesão à vacina.

“É uma atividade que já faz parte do nosso calendário. Os idosos saem dos cursos e oficinas e vão logo se vacinar. A adesão é maior se eles estão em um espaço que já se sentem seguros e têm confiança”, avaliou.

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O Centro Social dos Servidores está localizado na Av. Sambaquis, s/n – Calhau. Para se vacinar, é importante levar o cartão de vacinação e um documento oficial com foto. Este ano, a vacina oferecida protege contra as gripes A (vírus H1N1 e H3N2) e B/Victoria. Além do Centro Social, a vacina está disponível em mais de 60 pontos de vacinação da capital maranhense.

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77% dos brasileiros defendem a exigência da vacinação em escolas e faculdades

Pesquisa inédita da CNI mostra que população se mantém cautelosa com a Covid-19. Mesmo sem obrigatoriedade, pelo menos 70% continuam a usar máscaras em supermercados e ônibus

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Mesmo com a redução dos casos de Covid-19, o brasileiro defende o “passaporte da vacina” no retorno às aulas presenciais. Segundo pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto FSB Pesquisa, 77% da população é a favor de escolas e faculdades exigirem dos alunos o comprovante de vacinação. O comportamento cauteloso também é observado na adoção das máscaras: independentemente da obrigatoriedade, pelo menos 70% dos entrevistados disseram que continuariam a frequentar supermercados e a viajar de avião ou ônibus com o item de proteção.

“A população reconhece que a vacinação foi um fator determinante para o enfrentamento da crise sanitária e o Brasil é um dos países que se destaca pelo alto índice de cobertura vacinal.  Estamos em um cenário de menor gravidade da pandemia, propício ao retorno das atividades econômicas a um ritmo próximo da normalidade, com retomada do emprego. Manter os cuidados é importante para que evitemos uma nova onda, por todos seus impactos na sociedade”, destaca o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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Confira aqui entrevista sobre a pesquisa com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Esta é a sexta edição da pesquisa realizada pela CNI em parceria com o Instituto FSB Pesquisa sobre o comportamento da população na pandemia. Entre 1º e 5 de abril de 2022, foram entrevistadas 2.015 pessoas com 16 anos ou mais em todos os estados do país e o Distrito Federal.

Passaporte da vacina

O apoio à exigência do comprovante de vacinação no retorno às aulas presenciais é acompanhado de um percentual alto da população que também é favorável a vacinação infantil (79%). E o índice permanece o mesmo entre quem tem filhos ou não. Entre os pais de crianças entre 5 e 17 anos, 70% já vacinaram todos os seus filhos contra 18% que ainda não vacinaram nenhum deles.

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A maioria da população (61%) também defende a adoção do “passaporte de vacina” em outros estabelecimentos, além de escolas e faculdades. E os próprios estabelecimentos aderiram mais à medida: 27% da população teve de apresentar o comprovante de vacinação para entrar em algum lugar nos últimos três meses. Esse índice foi de 18% em novembro de 2021.

“Esse resultado reflete a confiança da população na vacina. As pessoas se sentem mais seguras em relação à Covid-19 quando estão próximas de quem já se vacinou”, pontua o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

No Brasil, houve uma massiva adesão à vacinação contra Covid-19 – 95% da população acima de 16 anos disse que já tomou pelo menos uma dose – e a maioria (82%) pretende tomar a dose de reforço e completar o esquema vacinal. Ainda assim, de acordo com a pesquisa, para 33% da população o medo de conviver com pessoas não vacinadas é grande ou muito grande.

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Uso de máscaras

Quando questionado sobre o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras, o brasileiro parece ainda não estar preparado para deixar o item de proteção em casa. A maioria dos entrevistados afirmou que manteria o uso de máscaras em supermercados (73%), viagens de ônibus ou avião (70%), no comércio de rua (64%), nos shoppings (61%) e no trabalho (59%). O índice cai, mas fica acima de 40%, em atividades como cinemas, bares, restaurantes, shows e academias.

Mas muitos deixaram de usar máscaras em ambientes abertos ou até mesmo abandonaram o hábito. Nos últimos seis meses, o número de pessoas que usam máscaras em lugares abertos e fechados caiu quase pela metade – passou de 55% em novembro de 2021 para 29% em abril deste ano – enquanto aumentou os adeptos apenas em lugares fechados (de 40% para 53%). Já 17% disseram que não estão usando mais máscaras contra 4% em novembro de 2021.

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“É precoce dizer que o uso das máscaras continuará a ser um padrão entre os brasileiros mesmo com o fim da obrigatoriedade. Os índices de contaminação e óbitos por Covid-19 estão muito presentes na memória da população. Precisamos continuar a avaliar esse comportamento nos próximos meses”, pondera Azevedo.

Gravidade da pandemia

Além do impacto no dia a dia diante das restrições de convívio social, os dados mostram como a pandemia esteve muito próxima. Do total de entrevistados, 61% conhecem alguém que morreu de Covid-19 e 35% afirmaram que já tiveram a doença, sendo que 5% foram contaminados nos últimos três meses.

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Apesar disso, o brasileiro reconhece a melhoria dos índices de Covid-19. O número de pessoas que avaliam a crise sanitária como grave ou muito grave passou de 89% em abril de 2021, quando os casos e óbitos estavam em alta, para 40% em abril deste ano.

As pessoas também estão saindo mais de casa. Quase todo brasileiro (95%) foi ao supermercado nos últimos três meses e 84%, a comércio de ruas. Ir ao shopping (45%) e viajar de avião ou ônibus (36%) também faz parte da rotina de uma parcela relevante da população. 

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Nenhuma criança ou adolescente morreu por efeito da vacina contra Covid no Brasil, aponta boletim do Ministério da Saúde

Ministério investigou 38 óbitos notificados por governos estaduais e municipais.

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O último boletim epidemiológico sobre Covid-19 do Ministério da Saúde, publicado no dia 26 de abril, informou que nenhuma criança ou adolescente (de 5 a 18 anos) morreu em decorrência de efeito adverso da vacina. O ministério investigou 38 óbitos notificados por governos estaduais e municipais.

“Até o momento, não há registros de EAPV [evento adverso pós-vacinação] com desfecho óbito na faixa etária de cinco a menores de 18 anos com relação causal com as vacinas utilizadas confirmada”, diz o documento.

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Em junho de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a primeira vacina para adolescentes a partir dos 12 anos. Já a vacina para os mais novos, de 5 e 11 anos, foi aprovada em dezembro, mas a aplicação começou apenas em 2022.

O relatório, divulgado inicialmente pelo UOL nesta manhã, aponta que foram registrados 3.463 casos de evento adverso pós-vacinação (EAPV) na faixa etária de 5 a menores de 18 anos. Destes, 3.044 (87,9%) foram eventos adversos não graves (EANG) e 419 (12,1%) foram eventos adversos graves (EAG) – 38 (1,1%) casos resultando em morte.

Dos 38 casos, 36 estão relacionados à vacina da Pfizer e dois estão ligados à CoronaVac. A idade média foi de 13 anos, com mesma proporção entre os sexos. O intervalo de tempo entre vacinação e evento adverso foi de 30 dias. Quatro casos ocorreram após 30 dias, “evidenciando uma relação temporal inconsistente de acordo com a classificação de EAPV”, disse o ministério.

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Após a investigação dos casos, os 38 óbitos notificados foram avaliados e classificados como:

  • Reações coincidentes ou inconsistentes: 23
  • Inclassificáveis devido à necessidade de informações: 13
  • Dados conflitantes em relação à causalidade: 2

No mesmo boletim, o Ministério da Saúde reforça que as vacinas são seguras e apresentam excelente perfil de risco benefício “já tendo gerado um impacto extremamente positivo na saúde da população brasileira, com a redução expressiva dos casos, internações e óbitos pela doença”. (G1)

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Vacinação de crianças contra sarampo e influenza começa em 4 de abril

Meta é vacinar 12,9 milhões de crianças entre 6 meses e 5 anos

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A partir do dia 4 de abril começa a Campanha Nacional contra o Sarampo de 2022. Segundo o Ministério da Saúde, este ano, a mobilização ocorrerá junto com a Campanha de Vacinação contra a Influenza, que começa no mesmo dia. A campanha será voltada para 12,9 milhões de crianças entre seis meses e menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), além de trabalhadores da saúde que serão convocados para atualizar a situação vacinal.

“A meta é vacinar, no mínimo, 95% (12,3 milhões) dessas crianças de forma indiscriminada, independentemente da situação vacinal. Para os trabalhadores da saúde, não haverá meta de cobertura vacinal. O intuito é atualizar as doses que ainda estejam atrasadas, além de proteger esse público contra a doença, considerando o risco diante da maior exposição nos serviços de saúde”, explicou o Ministério da Saúde em nota.

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Nesta estratégia, as duas vacinas – tríplice viral e influenza – serão ofertadas para administração no mesmo dia. A vacinação simultânea é uma atividade recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações para redução de oportunidades perdidas na imunização.

Calendário

De 4 de abril a 2 de maio: vacinação dos trabalhadores da saúde – juntamente com a primeira etapa da vacinação contra influenza;

De 3 de maio a 3 de junho de 2022: campanha de seguimento contra o sarampo para crianças de 06 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) – juntamente com a segunda etapa da vacinação contra influenza.

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Bebê de um ano morre vítima da Covid-19 em Balsas; Mãe não estava vacinada

Na última segunda-feira (31), um bebê de um ano e 16 dias acabou morrendo vítima da Covid-19, na cidade de Balsas, no Sul do Maranhão. A bebé nasceu com uma doença congênita. A mãe era positivada e não vacinada, o que acabou passando para o bebé. Com essas comorbidades, o quadro da criança levando a óbito.

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O bebê estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Balsas, desde o dia 29 de janeiro, após apresentar sintomas gripais. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a criança tinha uma doença congênita e testou positivo para Covid-19, o que pode ter sido a causa do agravamento do seu estado de saúde.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Liana Maria dos Santos, informou que a mãe e avó da criança, que a estavam acompanhando, não tinham sido vacinadas contra a Covid-19.

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“O bebê deu entrada na UPA e fizemos o teste, que deu positivo. A mãe também era positivada e com todas essas comorbidades o quadro da criança evoluiu para um óbito. A gente também reforça que os acompanhantes e a mãe da criança não tinham a vacinação. Devemos tomar isso como reforço para as pessoas tomarem o imunizante”, afirma a coordenadora.

Liana Maria também ressaltou que o Comitê de Investigação de Óbito Infantil ainda está apurando as especificações da doença congênita do bebê.

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“Nós fizemos buscas no pré-natal e em todas as consultas da criança. Na Declaração de Nascido Vivo foi registrado malformações múltiplas, mas não tem especificação. O Comitê de Investigação de Óbito Infantil ainda está investigando”, pontua Liana.

Segundo dados da Secretaria de Esatdo do Saúde (SES-MA), até essa quarta-feira (2), o Maranhão havia registrado 13.016 casos de Covid em crianças de 0 a 9 anos, com 36 mortes.

Com informações do G1.

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Covid: vacina não foi causa da parada cardíaca em criança de Lençóis Paulista

Segundo governo, não existe relação do imunizante com quadro clínico

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O governo do estado de São Paulo informou na tarde de hoje (20) que o Centro de Vigilância Epidemiológica concluiu não haver relação entre a vacinação contra a covid-19 e a parada cardíaca que sofreu uma criança de dez anos após ser imunizada na cidade de Lençóis Paulista (SP).

De acordo com o governo, a análise realizada por mais de 10 especialistas apontou que a criança possuía uma doença congênita rara, desconhecida até então pela família, que desencadeou o quadro clínico.

“O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde informa que concluiu nesta quinta-feira (20) a investigação que descartou o evento adverso pós-vacinação na criança de dez anos do município de Lençóis Paulista. Não existe relação causal entre a vacinação e quadro clínico apresentado”, diz a nota do governo.

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A Secretaria de Estado da Saúde reforçou a importância da vacinação e reafirmou que todas os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguros e eficazes.

Ontem, a prefeitura municipal de Lençóis Paulista (SP) divulgou nota oficial no início da noite  informando que havia suspendido por sete dias a vacinação infantil em razão de uma criança de dez anos ter sofrido uma parada cardíaca 12 horas após ser vacinada contra a covid-19 na cidade. Segundo a família, a criança está estável e consciente.

Por Agência Brasil.

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